
A Securitize lançou uma nova modalidade de ações tokenizadas na rede Solana, disponibilizando doze ativos norte-americanos de peso, como Apple, Microsoft, Nvidia, Tesla e Amazon. As negociações ocorrem através da plataforma de corretagem regulada da empresa, com liquidação em USDC para usuários elegíveis.
Apesar da forte inovação tecnológica, a companhia destaca uma distinção jurídica fundamental. Cada ativo digital é lastreado individualmente na proporção de um para um, mas o comprador não assume o status de acionista direto nos registros da emissora tradicional de forma automática.
O modelo baseia-se em um direito de garantia (security entitlement), estruturado para garantir que os investidores recebam os dividendos correspondentes e os eventuais direitos de voto. A arquitetura conecta a chave privada na blockchain à infraestrutura regulada de mercado, preservando os padrões tradicionais de conformidade e KYC.
A arquitetura e a conversão das ações tokenizadas
A estrutura divide-se em três camadas: o token controlado pelo usuário na carteira, a reivindicação legal mantida pela corretora e o registro oficial do agente transferidor da companhia subjacente, assegurando que eventos corporativos, como divisões de ações e fusões, sigam fluxos operacionais consolidados.
Embora exista a possibilidade futura de conversão para o registro direto nas empresas emissoras por meio de tokens de direito conversível (CET), esse processo depende de iniciativas adotadas pelas próprias companhias de Wall Street.
Portanto, antes de investir em ações tokenizadas, analise minuciosamente os termos legais, os procedimentos de custódia e os riscos operacionais, lembrando que o controle do token na carteira representa apenas um elo dessa engrenagem financeira.







