O novo fork do Bitcoin criado pelo desenvolvedor do Bitcoin Knots, Luke Dashjr, enfrenta questionamentos da comunidade sobre os requisitos mínimos para rodar um nó da rede. Após lançar uma atualização que forçou a ressincronização completa em um Raspberry Pi, o programador disse para o usuário “comprar um computador de verdade”.

A declaração provocou reações imediatas entre analistas e apoiadores do projeto. Por meses, os defensores da bifurcação argumentavam justamente que hardwares simples e acessíveis deveriam ser capazes de manter um nó completo em funcionamento.

O projeto se separou da rede principal em agosto e alterou seu algoritmo de mineração para BLAKE2b no dia 1º de setembro. Desde a transição, a rede alternativa atraiu pouca taxa de processamento e não obteve listagem em nenhuma grande corretora do mercado.

Por que a nova regra impacta quem roda o fork do Bitcoin em hardware barato?

Nesta semana, Dashjr declarou a ativação de uma nova alteração de regras no Bitcoin Knots. A mudança bloqueia as moedas recém-mineradas por cerca de 45 dias, em vez do prazo tradicional de 100 blocos. Segundo o desenvolvedor, a medida visa punir pools de mineração que processam blocos sem verificar as transações.

No entanto, a atualização gerou problemas práticos para quem mantém nós ativos. Um dos operadores relatou que a mudança exigiu o download inicial de todos os blocos (IBD). Devido ao processamento limitado do Raspberry Pi, o prazo de 45 dias terminaria antes da conclusão da sincronização.

A proposta inicial ligada à proposta BIP-110 era limitar dados arbitrários na blockchain, como as inscrições de Ordinals. Os defensores alegavam que esse tipo de conteúdo tornava a execução de nós cara para usuários comuns. Diante do novo cenário, críticos afirmam que a exigência por hardwares mais avançados contradiz a bandeira original do movimento.

Questionado sobre as exigências técnicas, Dashjr afirmou que o tempo necessário para a sincronização depende da paciência do usuário e atribuiu a elevação de custos ao software Bitcoin Core. O desenvolvedor continua chamando a rede principal de “Spamcoin” e acusa corretoras de venderem ativos não autênticos.

Com baixa adesão de mineradores e desafios de infraestrutura para computadores populares, o futuro do fork do Bitcoin depende da implementação de suas etapas finais para tentar atrair o ecossistema de volta.

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Luíza Nunes
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