Uma pesquisa divulgada pela corretora OKX revelou que 70% dos investidores de criptomoedas nos Estados Unidos estão dispostos a utilizar ferramentas de IA para gestão de carteira. O interesse envolve desde automações com limites pré-definidos até o gerenciamento totalmente autônomo dos ativos.
Os dados mostram que a aceitação varia de acordo com a faixa etária dos entrevistados. Entre os jovens da Geração Z e os Millennials, cerca de 38% aceitariam deixar o sistema operar sem supervisão direta. Já entre os investidores da geração Boomer, apenas 11% demonstraram o mesmo nível de confiança.
O movimento no mercado já é visível nas principais plataformas globais. A OKX e a eToro oferecem suporte para que agentes de inteligência artificial executem ordens diretamente nas contas dos usuários. A Robinhood também lançou contas para negociação automatizada em ações e planeja expandir o serviço para o setor de ativos digitais.
O papel da inteligência artificial na gestão de carteira no Mercado Cripto
Apesar do entusiasmo, o estudo aponta que a maioria dos participantes não busca dar acesso irrestrito ao seu patrimônio. A preferência geral é aplicar a inteligência artificial dentro de regras claras, definindo teto de capital, ativos permitidos e proibição de alavancagem.
O recurso mais valorizado pelos investidores não é a promessa de maior rentabilidade, mas sim a segurança. Receber notificações em tempo real e ter a opção de desligar o acesso do robô imediatamente foram apontados como fatores cruciais para a adoção da tecnologia.
O uso de algoritmos para análise de dados já faz parte da rotina do setor. Cerca de 51% dos entrevistados afirmam utilizar inteligência artificial para pesquisas várias vezes por semana, enquanto 77% consultaram chatbots informativos nos últimos três meses antes de tomar decisões financeiras.
Diferente dos bots tradicionais que seguem apenas regras fixas, os novos agentes conseguem interpretar instruções em linguagem natural e ajustar estratégias rapidamente. Contudo, especialistas alertam que a autonomia exige cautela, pois falhas de interpretação podem resultar em ordens indesejadas em segundos.
A Securities and Exchange Commission (SEC), reguladora do mercado norte-americano, colocou o uso de ferramentas automatizadas e algoritmos de negociação entre suas prioridades de fiscalização. O órgão avalia se as empresas apresentam informações precisas sobre a capacidade real dos seus sistemas.
A pesquisa da OKX indica uma demanda crescente por soluções funcionais, mas destaca que o setor ainda carece de um histórico prolongado de desempenho. Para os investidores, o sucesso da integração entre tecnologia e finanças dependerá da capacidade de manter o controle sobre os limites de risco.





