ETFs de Bitcoin registram maior entrada em 3 meses e impulsionam mercado

ETFs de Bitcoin registram maior entrada em 3 meses e impulsionam mercado

Os ETFs de Bitcoin nos Estados Unidos registraram US$ 517,19 milhões em entradas líquidas na última quarta-feira. O volume representa a maior captação diária desses fundos em três meses e meio, sinalizando uma forte retomada do apetite institucional por criptoativos.

Segundo dados da SoSoValue, oito dos 12 ETFs de Bitcoin listados fecharam o dia no positivo. O movimento foi liderado pelo IBIT da BlackRock, que sozinho captou US$ 284,7 milhões, seguido pelo ARKB da Ark & 21Shares (US$ 77,7 milhões) e pelo FBTC da Fidelity (US$ 62,4 milhões).

A virada de fluxo no mercado ocorreu após anúncios regulatórios e econômicos nos EUA. O Departamento do Tesouro americano informou que vai dobrar o programa de recompra de títulos de longo prazo, medida que reduz os rendimentos dos títulos públicos, enfraquece o dólar e melhora a atratividade de ativos de risco.

Em paralelo, a Securities and Exchange Commission (SEC) propôs novas regras com isenções para certas ofertas de criptomoedas. A medida visa permitir que emissores captem até US$ 5 milhões em quatro anos ou US$ 75 milhões anualmente com requisitos de divulgação simplificados.

Aporte institucional e visão para os ETFs de Bitcoin

Especialistas do setor apontam que a entrada massiva de capital nos ETFs de Bitcoin reflete o posicionamento de investidores de longo prazo, e não um movimento especulativo de varejo. Analistas destacam que grandes gestores voltaram a enxergar os preços atuais como pontos estratégicos de entrada no mercado.

O movimento refletiu diretamente na cotação dos principais ativos. O Bitcoin avançou 8,3% nas últimas 24 horas, negociado a US$ 69.564, enquanto o Ethereum subiu cerca de 18%, superando US$ 2.250. Criptomoedas como Solana, XRP, HYPE e LIT também acompanharam o ciclo de valorização.

Apesar do otimismo pontual, analistas alertam que a sustentabilidade desse fluxo dependerá da continuidade das recompras do Tesouro americano, dos dados de inflação (CPI) da próxima semana e dos desdobramentos geopolíticos envolvendo o conflito entre EUA e Irã.