O ecossistema do staking de Ethereum registra um forte aumento de interesse, criando um desequilíbrio expressivo entre os novos validadores e os pedidos de retirada. Em 21 de setembro, o volume de moedas aguardando para entrar na rede superou o de saída em 13,4 vezes.

Dados do mercado mostram que 1,75 milhão de ETH esperam para entrar no sistema, contra apenas 131.040 ETH na fila de desativação. Essa diferença gera um saldo líquido de 1,62 milhão de ETH em favor das entradas, elevando o tempo de espera para ativação a mais de 30 dias, enquanto a saída leva cerca de dois dias.

Essa demora é provocada pelo limite de rotação do protocolo, o “churn limit”, desenhado para evitar variações repentinas no número de validadores. O sistema processa cerca de 256 ETH por época (a cada 6,4 minutos), o que resulta em uma capacidade diária teórica de 57.600 ETH — apesar de Vitalik Buterin defender um modelo de entrada em apenas um clique.

Atualmente, o Ethereum possui 906 mil validadores ativos, com 43,2 milhões de ETH bloqueados para garantir a segurança da rede. Esse montante representa 35,39% de todo o suprimento circulante, gerando um rendimento anual estimado de 2,58% aos participantes.

O impacto do staking de Ethereum na oferta do mercado

A intensificação do staking de Ethereum diminui o volume de moedas disponíveis para venda imediata nas corretoras. Contudo, o efeito sobre os preços não é automático, já que os ativos podem ser retirados no futuro ou negociados via tokens de staking líquido no setor de finanças descentralizadas (DeFi).

O movimento atual conta com a participação de grandes investidores, conhecidos como baleias, além de empresas operadoras como a BitMine. Com o aumento do número de validadores, o retorno individual cai, indicando que os investidores aceitam rendimentos menores para manter a exposição ao ativo no longo prazo.

O Ether é negociado na faixa de 2.660 dólares, acumulando alta de 3,8% na semana. Embora a força do staking de Ethereum seja um indicador construtivo, a evolução do preço também depende dos fluxos de ETFs, do ritmo de atividade da rede e do ambiente macroeconômico global.

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Luíza Nunes
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