Volume das corretoras descentralizadas cresce 9.000 vezes e cria novo formato de mercado

Volume das corretoras descentralizadas cresce 9.000 vezes e cria novo formato de mercado

O volume de negociação nas corretoras descentralizadas (DEX) registrou um avanço de 9.260 vezes entre 2019 e o recorde de US$ 4,7 trilhões alcançado em 2025. Em 2026, a atividade moderou para US$ 1,63 trilhão, revelando uma transformação profunda na forma como os investidores operam.

Essa expansão não ocorreu em apenas uma rede de forma isolada. A liquidez do setor agora está espalhada por múltiplos blockchains, protocolos e ambientes de execução. Um relatório recente da plataforma SwapSpace aponta que 90,12% dos seus usuários interagiram com mais de uma rede em 2026.

Os dados mostram que a liderança em volume muda rapidamente. O Ethereum, que concentrava 46,2% do volume global das corretoras descentralizadas em 2021, recuou para 19,3% em 2025. No mesmo ano, a rede Solana assumiu a dianteira com 33,3%, enquanto a BNB Chain liderou as métricas internas da SwapSpace no início de 2026.

A fragmentação vai além dos blockchains principais. Ambientes como Ethereum e Arbitrum possuem milhares de protocolos, cada um com seus próprios pools de liquidez e ativos. Para o usuário, escolher uma rede tornou-se apenas o primeiro passo, havendo inúmeros caminhos para processar um único envio.

A solução para a complexidade nas corretoras descentralizadas

Apesar do forte crescimento das corretoras descentralizadas, o mercado atual atua de forma híbrida. As plataformas centralizadas (CEX) continuam dominando as negociações à vista (spot), enquanto as DEXs absorvem a demanda em setores específicos, como o de futuros perpétuos.

A busca pela melhor taxa lidera a prioridade para 61,86% dos usuários, seguida de perto pela necessidade de acesso a múltiplas redes.

Com a liquidez fragmentada, os investidores utilizam os swaps de criptomoedas para diferentes objetivos práticos, indo da proteção da carteira até o recebimento de pagamentos pessoais. Diante desse cenário complexo, o setor de infraestrutura avança com um modelo chamado de execução baseada em intenção.

Nesse sistema tecnológico, o usuário apenas define o resultado financeiro que deseja alcançar, e os protocolos competem para encontrar a melhor rota de conversão. Ferramentas como UniswapX e 1inch Fusion já aplicam essa lógica para simplificar a navegação nas corretoras descentralizadas.

O mercado tende a continuar distribuído entre diversos ecossistemas e plataformas. No entanto, o objetivo das novas atualizações é transferir a complexidade técnica para os bastidores, permitindo que as pessoas acessem a liquidez sem precisar configurar cada etapa da operação manualmente.