O mercado financeiro tradicional deu um passo histórico rumo ao futuro. A DTCC, gigante que custodia nada menos que US$ 114 trilhões em títulos, realizou suas primeiras operações reais utilizando a tokenização de ativos de Wall Street.

A iniciativa é considerada o maior projeto prático dessa tecnologia até o momento, reunindo mais de 30 instituições financeiras de peso. Nomes como BlackRock, JPMorgan, Goldman Sachs, Vanguard, Nasdaq e a própria NYSE participaram dos testes integrados.

Diferente de outros experimentos do passado, as transações ocorreram em ambiente de produção real. O sistema utiliza “gêmeos digitais”, que convertem ações e títulos do mercado tradicional em tokens de redes blockchain, garantindo os mesmos direitos de voto e dividendos aos investidores.

O papel dos gigantes de Wall Street na tokenização de ativos

As operações rodaram na Hyperledger Besu, a rede privada da instituição, e na Canton, uma blockchain pública voltada para finanças reguladas. Entre as atividades realizadas estavam empréstimo de títulos, garantias colaterais e negociação direta de ações de empresas como Microsoft e Circle.

Casos práticos chamaram a atenção, como o JPMorgan, que usou cotas do ETF QQQ tokenizadas para cobrir margens na bolsa CME. Além disso, a Ondo Finance aproveitou o movimento para lançar os produtos CRCLon e SPYon, criando uma ponte inicial entre a infraestrutura da DTCC e o ecossistema DeFi.

Esse piloto de sucesso ocorre sete meses após a SEC (a comissão de valores mobiliários dos EUA) emitir uma carta de “não objeção” válida por três anos. Com o sinal verde, o serviço oficial de tokenização de ativos da DTCC tem lançamento comercial agendado para outubro de 2026, abrindo espaço para operações em escala global.

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Luíza Nunes
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