Reservas de XRP em exchanges caem à mínima de 7 anos, mas NVIDIA pede cautela

Reservas de XRP em exchanges caem à mínima de 7 anos, mas NVIDIA pede cautela

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por Redação

O XRP está sendo puxado em duas direções diferentes nesta semana. De um lado, a quantidade de tokens guardada em exchanges caiu para o menor nível em sete anos. Do outro, um gráfico comparando o desempenho do XRP com o da NVIDIA reabre a discussão sobre se a criptomoeda está mesmo perto de virar o jogo.

Enquanto a oferta disponível para venda encolhe, o histórico recente de rompimentos parecidos mostra que essa combinação já enganou compradores antes. De acordo com dados on-chain, o volume de XRP mantido em corretoras caiu para cerca de 1,6 bilhão de tokens — uma queda de aproximadamente 50% frente ao pico de 3,76 bilhões registrado em outubro de 2025; é a menor reserva em sete anos.

Esse número mede quanto XRP está realmente disponível para venda rápida. Com menos moedas nas exchanges, sobra menos oferta pronta para ser despejada caso a demanda apareça de uma vez. No mesmo período, carteiras com 10 milhões de XRP ou mais passaram a controlar 68,5% da oferta em circulação, a maior concentração desde maio de 2018. O número de endereços com pelo menos 10 mil XRP também está em máxima histórica.

A leitura mais comum é de acumulação por parte de grandes investidores, mas uma carteira com esse volume pode pertencer tanto a alguém com convicção de longo prazo quanto a uma exchange, uma custodiante ou uma instituição guardando moedas de terceiros — e isso muda o que o número realmente significa.

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Concentração alta de XRP nas mãos de poucos agentes pode virar tanto acumulação de convicção quanto pressão futura de venda, dependendo do que esses detentores decidirem fazer com as moedas.

Enquanto os dados on-chain dividem opiniões, outro gráfico chama atenção entre analistas: a comparação entre o preço do XRP e o da NVIDIA. A conta é simples — dividir um pelo outro mostra se o XRP está ganhando ou perdendo terreno frente a uma das ações mais fortes do mercado global. Essa linha vem caindo há anos, o analista conhecido como Cryptollica defende que romper essa resistência de longo prazo marcaria o início de um movimento relevante para o XRP.

O problema é que a história recente conta outra versão. Uma análise da BeInCrypto identificou quatro rompimentos parecidos desde 2021 — e em todos eles o XRP caiu nas doze semanas seguintes, com queda mediana de 39%. Em comparação, um período aleatório de doze semanas sem rompimento resultaria em queda de apenas 2%, em média.

Esse padrão de fraqueza só aparece contra a NVIDIA e o Bitcoin, os dois únicos ativos em que o XRP mostra essa mesma linha de queda de longo prazo. E mesmo contra o Bitcoin o resultado foi bem mais ameno: alta de 5% após o rompimento, longe da queda de 39% registrada contra a NVIDIA.

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O último rompimento, em meados de 2025, coincidiu com o pico do XRP acima de 3 dólares. Dados on-chain mostram que, justamente nesse momento, o fluxo líquido de moedas para exchanges virou positivo de forma acentuada, sinal de que detentores estavam movendo XRP para vender no topo.

Dias depois, até o indicador que acompanha o comportamento de detentores de longo prazo ficou negativo e permaneceu assim por semanas. Na prática, mesmo investidores com mais convicção venderam durante a correção que seguiu o rompimento.

Hoje, o XRP precisaria subir cerca de 459% frente à NVIDIA só para voltar a tocar essa linha de resistência. Mesmo que esse rompimento aconteça, o histórico recente sugere que só teria valor se viesse acompanhado de saída contínua de moedas das exchanges e acumulação real por parte de detentores de longo prazo — exatamente o que as reservas em mínima de sete anos começam a sugerir.

É aqui que as duas histórias se encontram. Se o CLARITY Act for aprovado nos Estados Unidos, a lei classificaria o ativo como commodity em nível federal, abrindo caminho, segundo analistas, para algo entre 4 e 8 bilhões de dólares em fluxos de ETFs.

Uma onda de demanda institucional desse tamanho encontraria um mercado com pouco XRP disponível para venda imediata. Na teoria, isso tende a ampliar o efeito de qualquer compra relevante sobre o preço, já que sobra menos oferta para absorver a procura.

Vale o alerta: oferta apertada amplifica movimentos nos dois sentidos. Se as mesmas baleias que hoje concentram 68,5% da oferta decidirem vender, a liquidez mais fina também pode acelerar quedas. E todo o cenário depende da aprovação do CLARITY Act, que ainda não está garantida.

Por ora, o ativo soma sinais opostos: reservas em mínima histórica e baleias em recorde de concentração de um lado, um histórico de rompimentos fracassados contra a NVIDIA do outro. Este conteúdo tem caráter educacional e não representa recomendação de investimento.

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