A Ripple estabeleceu um cronograma agressivo para neutralizar os riscos das supermáquinas do futuro. O braço de desenvolvimento RippleX revelou um plano estruturado em quatro etapas para blindar a segurança do XRP contra os avanços da computação quântica até o ano de 2028.
De acordo com Ayo Akinyele, diretor sênior de engenharia da RippleX, o perigo deixou de ser um cenário teórico e se tornou um desafio de engenharia real. Estudos recentes da Google Quantum AI mostram que computadores quânticos potentes conseguiriam quebrar as chaves criptográficas que protegem a maioria das blockchains atuais.
A pesquisa aponta que cerca de 500 mil qubits físicos poderiam expor uma chave privada a partir de uma chave pública em apenas nove minutos. Além disso, existe o risco de hackers coletarem dados públicos da rede hoje para descriptografá-los no futuro, quando as máquinas quânticas estiverem disponíveis.
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O plano da empresa para proteger o ecossistema já está em andamento: a primeira fase prevê um plano de contingência caso a criptografia atual colapse antes do previsto. Nessa situação extrema, assinaturas antigas seriam bloqueadas e os usuários migrariam para contas protegidas, usando provas de conhecimento zero para recuperar fundos.
Na metade de 2026, a fase 2 já realiza testes práticos. O engenheiro Denis Angell implementou assinaturas digitais pós-quânticas padrão NIST, chamadas ML-DSA, na rede de testes AlphaNet da Ripple.
Para consolidar esse ecossistema preventivo, a Ripple fechou uma parceria com o Project Eleven. Essa cooperação foca em auditar validadores, custódia e carteiras, gerando códigos de teste e um protótipo de carteira institucional totalmente segura.
A estratégia de longo prazo também conecta a segurança do XRP com a inteligência artificial. A rede integrou-se recentemente à iniciativa Agent Pay for Machines da Mastercard para viabilizar transações autônomas entre máquinas, impulsionada pelo lançamento do XRPL AI Starter Kit.
A meta final de conclusão em 2028 coloca o projeto um ano à frente do prazo estipulado pelo próprio Google para transição criptográfica e bem antes do limite do governo dos Estados Unidos para sistemas federais, fixado em 2035.
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