O cofundador do Ethereum, Vitalik Buterin, decidiu abrir o jogo sobre como está lucrando alto nos mercados de previsão. Em uma estratégia que mistura psicologia e finanças, ele revelou ter faturado US$ 70 mil no Polymarket recentemente.
A tática de Vitalik Buterin é curiosamente simples: ele busca as previsões mais bizarras e irracionais que ganham tração na internet e aposta justamente no contrário, para ele, o segredo é ignorar o “hype” e focar na lógica.
No total, o desenvolvedor investiu cerca de US$ 440 mil em contratos de eventos que descreveu como “previsões malucas e irracionais”. O resultado foi um retorno confortável de 16%, provando que o mercado costuma ser emocional demais.
Entre os exemplos citados, estão apostas sobre os EUA comprarem a Groenlândia ou Donald Trump ganhar o Nobel da Paz. Embora improváveis, esses eventos atraíram milhões de dólares de apostadores levados pela emoção das manchetes.
A lógica por trás do “Não”
O fenômeno tem explicação: o viés narrativo. Segundo especialistas, quando uma história domina o noticiário, as pessoas tendem a achar que ela é provável apenas porque é impactante, ignorando as chances reais de o evento acontecer.
Eric Zitzewitz, professor de economia na Dartmouth College, explica que essa distorção é necessária para o mercado funcionar. Afinal, para investidores como Vitalik Buterin ganharem, alguém precisa estar disposto a perder dinheiro por excesso de confiança.
Os números sustentam essa tese: dados do próprio Polymarket mostram que 73,3% de todos os mercados resolvidos na plataforma terminam em “Não”. Ou seja, na maioria das vezes, o evento bizarro simplesmente não ocorre.
Um engenheiro chamado Sterling Crispin chegou a criar um bot que aposta “Não” automaticamente em quase tudo. O resultado? Uma taxa de sucesso de 73,4%, confirmando que a “racionalidade”, no longo prazo, vence o barulho das redes sociais.




