A Strategy atingiu um novo recorde em suas reservas institucionais após uma nova compra de Bitcoin no início de outubro. A empresa adicionou 334 unidades da criptomoeda ao seu portfólio, alcançando um volume total de 848 mil moedas mantidas em tesouraria.

As aquisições mais recentes ocorreram entre os dias 1º e 4 de outubro, exigindo um desembolso total de US$ 28,7 milhões. Com este movimento, o preço médio pago pela companhia nesta compra de Bitcoin foi de US$ 85.838,80 por unidade, um valor 14% superior ao custo médio histórico de toda a sua posição, avaliado em US$ 75.440,70.

O relatório trimestral também revelou um ganho expressivo de US$ 20,91 bilhões relacionado aos ativos digitais. Este resultado reflete a marcação a valor de mercado do portfólio durante o terceiro trimestre, movimentação que também carrega uma despesa de imposto diferido na faixa de US$ 1,88 bilhão.

Além da contínua compra de Bitcoin, a Strategy direcionou capital significativo para a recompra de suas próprias ações preferenciais. A companhia gastou US$ 176,3 milhões para recomprar quase 1,8 milhão de papéis entre o fim de setembro e o início de outubro, sendo que este programa ainda possui US$ 547,2 milhões disponíveis.

Essa recompra de ações foi financiada majoritariamente com US$ 154,1 milhões do saldo de caixa da empresa, complementada por US$ 22,2 milhões oriundos de juros sobre investimentos. Para viabilizar a adição de ativos digitais, a empresa levantou US$ 15,7 milhões vendendo ações MSTR e utilizou mais US$ 13 milhões do próprio caixa.

Foco no crédito corporativo além da compra de Bitcoin

Os dados recentes indicam que as companhias estão equilibrando a compra de Bitcoin com uma forte atenção ao lado do crédito em seus balanços financeiros. A Strategy divide seus saldos em dólares entre US$ 833,4 milhões em caixa geral e uma reserva de US$ 4,88 bilhões, utilizada exclusivamente para cobrir dividendos preferenciais e juros de dívidas.

Uma estratégia similar foi executada pela Metaplanet, outra companhia focada em tesouraria com criptoativos. A empresa vendeu 10 mil unidades e comprou outras 11 mil durante o terceiro trimestre, uma operação estruturada especificamente para demonstrar às agências de classificação de crédito que possui capacidade de converter suas reservas digitais em dinheiro líquido sob demanda.

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Luíza Nunes
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