A venda de Bitcoin pela Strategy, movimentou o mercado de criptomoedas e ajudou a reforçar um cenário de aversão ao risco entre investidores.
Em documento regulatório enviado às autoridades dos Estados Unidos, a empresa revelou que vendeu 32 BTC no fim de maio por aproximadamente US$ 2,5 milhões. Embora o volume seja pequeno para os padrões da companhia, a operação chamou atenção por representar uma rara venda de Bitcoin após anos de uma estratégia focada exclusivamente em acumulação.
O anúncio ocorreu em um momento de pressão para os ativos digitais. O Bitcoin recuava 2,35%, negociado abaixo de US$ 72 mil, enquanto o Ethereum registrava queda de 1,96%. Ao mesmo tempo, os ETFs spot de Bitcoin nos Estados Unidos acumulam mais de US$ 1,5 bilhão em saídas, reduzindo uma importante fonte de demanda institucional. A combinação desses fatores ampliou o movimento defensivo entre investidores, afetando principalmente grandes criptomoedas e projetos consolidados do setor DeFi.
Entre os ativos mais impactados pelo fluxo vendedor, o destaque ficou para o Aave (AAVE), que registrou saídas líquidas próximas de US$ 133 mil, segundo dados da Nansen. Apesar disso, o token apresentou queda limitada de apenas 0,4%, sendo negociado em torno de US$ 80,78.
Strategy vende Bitcoin pela segunda vez na história; por que o mercado não teve pânico como em 2022
Venda de Bitcoin pela Strategy não impede compras seletivas
O Chainlink (LINK) também enfrentou pressão semelhante. O ativo registrou aproximadamente US$ 116 mil em saídas líquidas, enquanto seu preço recuou cerca de 0,2%, para US$ 9,00. O movimento sugere realização gradual de lucros em vez de vendas motivadas por pânico.
Além das criptomoedas, contratos perpétuos ligados a ações como Strategy (MSTR) e Robinhood (HOOD) também apareceram entre os ativos mais pressionados na plataforma Hyperliquid. Apesar do sentimento negativo predominante, parte do mercado continua buscando oportunidades em narrativas específicas que vêm atraindo capital próprio.
O principal destaque foi o Humanity Protocol (H). Segundo dados da Nansen, o token recebeu aproximadamente US$ 310 mil em entradas líquidas e disparou 11,1%, alcançando US$ 0,72. O ativo também movimentou cerca de US$ 38 milhões em volume de negociação e atingiu uma nova máxima histórica impulsionado pelo interesse crescente em projetos ligados à inteligência artificial.
Outro ativo que apresentou fluxo positivo foi o Jupiter (JUP), um dos principais protocolos do ecossistema Solana. O token recebeu aproximadamente US$ 72 mil em entradas líquidas e avançou 0,6%, mesmo diante da fraqueza observada nas principais criptomoedas.
Já o Zcash (ZEC) chamou atenção entre os tokens focados em privacidade. O ativo registrou novas entradas de capital e encontrou suporte próximo de US$ 536. Analistas observam que a combinação entre aumento do volume comprador e elevada quantidade de posições vendidas pode criar condições para um short squeeze caso a demanda continue aumentando.
Os fluxos mais recentes mostram um mercado dividido. Enquanto a venda de Bitcoin pela Strategy e a retirada de recursos dos ETFs pressionam os principais ativos digitais, parte do capital continua migrando para setores específicos, especialmente projetos relacionados à inteligência artificial e privacidade digital.





