Como a vulnerabilidade em pontes e custódia transformou a segurança das stablecoins no novo alvo dos hackers

Como a vulnerabilidade em pontes e custódia transformou a segurança das stablecoins no novo alvo dos hackers

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por Redação

A segurança das stablecoins tornou-se o principal ponto de vulnerabilidade no mercado cripto recententemente, superando os riscos associados ao próprio Bitcoin. Um novo relatório da empresa de segurança em blockchain CertiK revela que os ataques migraram dos protocolos DeFi para as infraestruturas de custódia e pontes.

Nos últimos 18 a 24 meses, criminosos passaram a focar em vulnerabilidades operacionais, como chaves privadas comprometidas e falhas em APIs de sistemas de pagamento. Apenas em incidentes de pontes de blockchain neste ano, estima-se que pelo menos US$ 328 milhões tenham sido desviados globalmente.

Entre os maiores casos de 2026, destacam-se a violação da carteira Kelp DAO, com prejuízo de US$ 291,3 milhões em abril, e a exploração do Drift Protocol, que perdeu US$ 285 milhões no mesmo mês. Os dados evidenciam que a segurança das stablecoins enfrenta ameaças sofisticadas que vão além da rede on-chain.

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Desafios globais na segurança das stablecoins

O relatório da CrowdStrike de 2026 aponta que hackers utilizam ferramentas de inteligência artificial para comprometer a segurança das stablecoins, gerando comandos maliciosos para roubar credenciais, esse tipo de tática contorna mecanismos de defesa tradicionais e expõe falhas críticas na custódia de corretoras.

Paralelamente, as stablecoins consolidaram-se como a principal ferramenta para a lavagem de dinheiro e evasão de sanções internacionais. O criptoativo A7A5, lastreado em rublos russos e emitido no início de 2025, movimentou mais de US$ 110 bilhões em transações, capturando 43% do mercado global de moedas pareadas fora do dólar.

De acordo com o Federal Reserve, o mercado total de stablecoins atingiu US$ 317 bilhões em abril de 2026, apresentando um crescimento superior a 50% em comparação ao ano anterior. Diante dessa rápida expansão institucional, a segurança das stablecoins precisa deixar de ser tratada apenas como um problema de software.

A TRM Labs reforçou que esses ativos representaram cerca de 70% dos fluxos de fraude em 2024 e pularam para 84% em 2025. Para o investidor de varejo, a premissa de que dólares digitais oferecem proteção integral exige cautela, visto que os trilhos criminosos migraram em grande parte para esse ecossistema.

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