Os grandes bancos de Wall Street estão prontos para migrar trilhões de dólares para o ecossistema blockchain, mas um obstáculo bilionário travou os planos: a ameaça crescente de hackers com IA. De acordo com a CertiK, empresa líder em segurança digital, o medo de vulnerabilidades afasta o capital institucional mais conservador.
O CEO da CertiK, Ronghui Gu, revelou que o mês de abril foi o pior período para as finanças descentralizadas (DeFi) em quatro anos. Das 30 noites do mês, 27 registraram algum tipo de invasão a protocolos. Segundo o executivo, esse salto drástico na eficiência e na velocidade dos ataques só foi possível graças ao uso de inteligência artificial.
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CEO da CertiK aponta que assimetria financeira favorece ataques automatizados
Os números recentes justificam o receio do mercado financeiro tradicional. Em fevereiro de 2025, a corretora Bybit sofreu o maior ataque da história cripto, perdendo US$ 1,46 bilhão. Já em abril, cibercriminosos norte-coreanos drenaram quase US$ 600 milhões dos protocolos Drift e Kelp Dao. Dados da plataforma DefiLlama confirmam que o setor perdeu mais de US$ 1,1 bilhão em apenas um ano.
Gu explica que as equipes de defesa dos protocolos Defi operam sob orçamentos comerciais rígidos e limitados por contrato. Por outro lado, os criminosos focam em redes com alta liquidez e investem pesado na automação de crimes. Um invasor pode gastar de US$ 10 mil a US$ 20 mil em tokens apenas para manter sistemas vasculhando falhas sem interrupção por semanas.
Essa assimetria cria um cenário desigual no mercado de criptoativos: enquanto os auditores de segurança revisam o código de um contrato inteligente durante prazos predeterminados, as máquinas dos hackers nunca param de procurar uma única brecha. A expectativa da CertiK é que essa tendência de explorações rápidas continue em alta até o fim do ano.
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