A bolsa de valores brasileira está prestes a entrar de cabeça no mercado cripto: a B3 planeja estrear a sua estrutura voltada para a tokenização de ações baseada em blockchain no segundo semestre deste ano, além de lançar sua própria moeda digital pareada ao real.
Nesta primeira etapa, o investidor de varejo não vai negociar os ativos digitais diretamente. De acordo com a liderança da empresa, a intenção inicial é construir um espelho digital da base de custódia tradicional em redes distribuídas, funcionando de forma experimental.
O cronograma prevê que a nova infraestrutura de liquidação seja finalizada até o fim do primeiro semestre. Logo em seguida, a B3 focará na camada de tokenização de ações, escolhendo esses ativos por já possuírem regras regulatórias consolidadas no ecossistema nacional.
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O impacto do avanço da tokenização de ações na B3
A grande vantagem apontada pela instituição é a redução drástica da burocracia entre corretoras e custodiantes. “A tecnologia não pode existir apenas pela tecnologia. Ela precisa resolver problemas reais, gerar eficiência e entregar valor para o mercado”, afirmou Humberto Costa, diretor da B3.
Além disso, o projeto prevê a chegada da B3RL, a stablecoin oficial da bolsa gerada na rede Polygon. O criptoativo terá lastro em dinheiro em caixa e títulos públicos, trazendo mecanismos rígidos de identificação e conformidade com os padrões globais de segurança.
A B3 também atua na criação de uma depositária digitalizada. O plano de longo prazo é permitir que as liquidações de contratos ocorram de modo instantâneo dentro da própria blockchain, utilizando a nova stablecoin para fechar as operações financeiras de ponta a ponta.
O movimento reflete uma integração definitiva do setor cripto ao coração da bolsa, impulsionada pelos debates sobre o Drex. Com a tokenização de ações, a B3 busca se consolidar como a principal provedora de infraestrutura tecnológica para a evolução do mercado financeiro do país.
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