Hacks em queda? O debate sobre a segurança no DeFi divide analistas em 2026

Hacks em queda? O debate sobre a segurança no DeFi divide analistas em 2026

O debate sobre a segurança no DeFi ganhou um novo capítulo com dados recentes que apontam para uma redução no tamanho dos prejuízos causados por ataques cibernéticos em 2026. Para alguns grandes investidores do setor, o pânico generalizado do mercado pode ser desproporcional.

Haseeb Qureshi, sócio-gerente da gestora Dragonfly, avalia que o montante financeiro levado em hacks de finanças descentralizadas está diminuindo. Segundo ele, a queda no tamanho médio dos roubos indica que o foco dos invasores migrou para protocolos menores.

Essas conclusões desconsideram casos atípicos, como as perdas da Bybit (US$ 1,4 bilhão) e da KelpDAO (US$ 292 milhões). No panorama geral, as perdas por explorações caíram de US$ 2,55 bilhões em 2025 para US$ 1,89 bilhão em 2026.

O impacto dos cofres e o futuro da segurança no DeFi

Em termos anuais, isso representa uma queda de US$ 1,17 bilhão para US$ 775 milhões na segurança no DeFi. O recuo também é nítido no tamanho médio de cada incidente: o prejuízo médio por ataque despencou de mais de US$ 8 milhões em 2021 para menos de US$ 1 milhão em 2026.

Apesar dos avanços, o número absoluto de incidentes bateu recorde no primeiro semestre de 2026. Ainda assim, Qureshi reforça: “O dólar médio em DeFi está tão seguro quanto estava há um ano. Se você mantiver seu dinheiro em grandes protocolos que podem se proteger, provavelmente ficará bem”.

Uma mudança crucial para a segurança no DeFi ocorreu nas falhas operacionais, ligadas a chaves de administração ou sistemas de assinatura. Cerca de 75% do quase US$ 1 bilhão roubado em 2026 teve essa origem, mas o analista destaca que essa tendência também está em declínio.

Apesar do otimismo de Qureshi, a vulnerabilidade de gigantes ficou evidente após o ataque à KelpDAO, que provocou uma corrida de saques na Aave. Com rendimentos médios entre 2,7% e 3,8%, o ecossistema passou a competir diretamente com os títulos do Tesouro americano.

Essa dinâmica afetou diretamente os chamados “vaults” (cofres), cujos saldos despencaram de US$ 113 bilhões para US$ 61 bilhões, antes de ensaiarem uma recuperação para US$ 65 bilhões. No entanto, a S&P Global Ratings enxerga esses cofres como futuros pilares para a chegada de capital institucional e ativos reais tokenizados.