
A Rússia apertou ainda mais o cerco ao mercado cripto ao anunciar que vai proibir as transações P2P de criptomoedas entre pessoas físicas a partir de 1 de julho de 2027.
Com a medida, os cidadãos precisarão recorrer obrigatoriamente a intermediários autorizados para realizar esse tipo de câmbio.
A decisão foi confirmada pelo Banco da Rússia em uma atualização divulgada nesta segunda-feira. A autarquia explicou que o modelo direto de troca sem intermediários deixará de ser permitido após o prazo estabelecido, marcando uma nova fase na expansão do mercado regulado no país.
Desafios na aplicação das novas regras para transações P2P
Além do veto ao P2P, o regulador financeiro esclareceu que os investidores locais não têm permissão para enviar ativos digitais de suas contas em exchanges para carteiras não custodiais próprias, impactando diretamente o ecossistema de transações P2P de criptomoedas. As regras recentes colocam operadores e custodiantes sob supervisão estrita.
Como parte desse movimento de centralização, o Banco da Rússia autorizou recentemente o Sberbank — o maior banco do país, a prestar serviços de câmbio de ativos digitais. Vale lembrar que o uso de criptomoedas como meio de pagamento para bens e serviços continua totalmente proibido em território russo.
Especialistas do setor apontam que a fiscalização dessas medidas pode encontrar barreiras práticas significativas. Samson Mow, CEO da Jan3, destacou que o comércio peer-to-peer tende a ser mais resiliente contra investidas regulatórias em comparação com plataformas centralizadas.
Por sua vez, Stepan Uherik, executivo da SatoshiLabs, pontuou que eventuais restrições a aplicativos de carteira digital não afetam o funcionamento de carteiras de hardware e de desktop, mantendo uma alternativa fora do alcance direto de bloqueios sistêmicos.








