A Coinbase abriu o ano de 2026 enfrentando ventos contrários. A maior corretora dos EUA registrou um prejuízo líquido de US$ 394,1 milhões no primeiro trimestre, reflexo direto da forte desvalorização das criptomoedas no período.
O impacto foi sentido principalmente no balanço da empresa, que perdeu cerca de US$ 482 milhões com os ativos digitais que mantém em reserva para investimento. Este é o segundo trimestre consecutivo de perdas para a companhia.
Enquanto no mesmo período de 2025 a corretora lucrava US$ 66 milhões, agora a receita total caiu 31%, fechando em US$ 1,41 bilhão. A volatilidade do Bitcoin, que despencou de US$ 97 mil para a casa dos US$ 63 mil em fevereiro, afastou os investidores.
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O plano de Brian Armstrong para o futuro da Coinbase
Apesar dos números vermelhos, o CEO Brian Armstrong mantém o otimismo. Para o executivo, o futuro das finanças é “onchain”, e a Coinbase está migrando do simples trading de balcão para novos mercados, como derivativos e contratos de previsão.
Um ponto positivo no relatório foi o crescimento de 11% na receita vinda de stablecoins, que somou US$ 305 milhões. Além disso, a Coinbase conseguiu expandir sua fatia para 8,6% do mercado global de negociação de criptoativos.
O mercado financeiro, porém, reagiu com cautela aos dados. As ações da Coinbase recuaram cerca de 6% nas negociações após o fechamento do mercado, sendo cotadas próximas de US$ 182 por papel.
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