O Bitcoin continua sua escalada impressionante, desafiando as regras tradicionais das finanças globais. Com uma alta de 19% em pouco mais de um mês, a moeda superou os US$ 80 mil pela primeira vez desde janeiro.
O movimento surpreende porque acontece em um cenário de inflação resiliente nos EUA e commodities em alta. Normalmente, isso afastaria investidores de ativos sem rendimentos fixos, mas o cenário atual mostra uma desconexão total com o passado.
Analistas do mercado observam que o roteiro de 2022, onde o aumento de juros derrubou as criptos, parece ter ficado para trás. Agora, cresce a tese de que estamos consolidando o Bitcoin como uma barreira real contra o aumento de preços.
Essa mudança de percepção é impulsionada pelo fluxo bilionário para os ETFs de Bitcoin nos Estados Unidos. Desde março, esses fundos captaram mais de US$ 4,45 bilhões, sinalizando que o apetite institucional mudou de patamar.
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Ouro digital ou ativo de risco? O grande teste do mercado
Grandes nomes de Wall Street, como o lendário trader Paul Tudor Jones, já escolheram um lado. Para ele, o ativo supera até o ouro: “O Bitcoin é, sem dúvida, a melhor proteção contra a inflação que existe”, afirmou recentemente.
Diferente do ouro, que tem sua extração aumentada anualmente, a oferta da maior criptomoeda do mundo é finita e programada. Em um mundo onde bancos centrais imprimem dinheiro sem parar, ter algo que não pode ser “impresso” vira ouro.
Apesar do otimismo, existe um alerta importante: a correlação do Bitcoin com as bolsas americanas voltou a subir. Isso significa que ele ainda caminha de mãos dadas com ativos de risco, como as ações de tecnologia.
O verdadeiro veredito virá quando o mercado de ações enfrentar uma correção severa. Se a cripto se mantiver firme enquanto as bolsas caem, a narrativa de “proteção definitiva” será finalmente coroada pelo mercado global.
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