O otimismo tomou conta de Wall Street. Os ETFs de Bitcoin à vista negociados nos Estados Unidos alcançaram a marca impressionante de oito dias consecutivos de entradas líquidas, atraindo um total de US$ 2 bilhões (cerca de R$ 10 bilhões) nesse período.
Segundo dados da plataforma SoSoValue, o movimento sinaliza uma forte resiliência do setor. Apenas na última quinta-feira (23), os ETFs de Bitcoin registraram um aporte de US$ 223 milhões, consolidando a tendência de alta na demanda institucional.
O grande protagonista dessa história continua sendo o IBIT, o fundo da gigante BlackRock. Sozinho, o produto atraiu US$ 167 milhões no dia, liderando com folga o ranking de preferência dos investidores institucionais americanos.
Nem tudo foi verde, porém. Enquanto fundos da Ark Invest, Morgan Stanley e Grayscale viram novos recursos entrarem, nomes pesados como Fidelity, Bitwise e VanEck tiveram saídas combinadas de aproximadamente US$ 30 milhões.
Wall Street e o futuro dos ETFs de Bitcoin
O cenário para o Ethereum foi um pouco mais amargo. Após uma sequência de dez dias no positivo, os fundos de ETH quebraram a marca e registraram um déficit de US$ 76 milhões na quinta-feira, contrastando com o vigor do BTC.
Mesmo assim, o mercado de ativos digitais como um todo respira aliviado. Relatórios da CoinShares apontam que o total de ativos sob gestão (AUM) no setor já atinge os US$ 155 bilhões, impulsionado pela terceira semana seguida de fluxos positivos.
Para Dessislava Ianeva, analista da Nexo, o acesso de grandes plataformas de gestão de patrimônio, como Morgan Stanley e Goldman Sachs, aos ETFs de Bitcoin é o que realmente importa agora.
Em entrevista ao Decrypt, ela destacou: “Essa demanda não exige um catalisador macro para persistir. Ela está incorporada à infraestrutura de distribuição que está sendo montada em Wall Street”.











