DeFi: queda de US$ 20 bilhões não abala o futuro e a força do setor

DeFi: queda de US$ 20 bilhões não abala o futuro e a força do setor

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por Redação

O setor de DeFi enfrentou duras críticas recentemente após uma redução de US$ 20 bilhões no valor total bloqueado (TVL) e perdas de US$ 1,1 bilhão em ataques cibernéticos. Entre os incidentes de maior repercussão esteve a exploração da ponte da Kelp DAO, que resultou no desvio de US$ 292 milhões.

Diante desse cenário, analistas apontaram riscos crescentes envolvendo segurança. Manuel Aráoz, cofundador da OpenZeppelin, afirmou que a inteligência artificial está se tornando “sobre-humana” em invasões, levando comentaristas no X a declararem a morte das finanças descentralizadas.

Contudo, Andrew Forson, presidente da DeFi Technologies, contesta a visão pessimista. Em entrevista à CoinDesk, ele destacou que o ecossistema vai muito além dos protocolos vulneráveis. “Quem não sabe disso sofre de profunda ignorância”, disparou o executivo.

Para Forson, os ataques pontuais ofuscam os marcos históricos conquistados pelo setor de DeFi. Ele aponta que a base das stablecoins demonstra uma aceitação institucional sem precedentes, operando perfeitamente enquanto governos tentam recriar esse modelo com moedas digitais de bancos centrais (CBDCs).

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Dados do Banco de Compensações Internacionais (BIS) de dezembro de 2025 revelam que as stablecoins mantinham mais de US$ 153 bilhões em títulos do Tesouro dos EUA. Esse montante supera as reservas de bancos centrais de nações como Alemanha e Arábia Saudita.

Além disso, o volume de movimentações das stablecoins cresce de 20% a 30% ao mês. Estimativas da Chainalysis apontam que essas moedas movimentaram mais de US$ 35 trilhões no ano passado, com projeções que variam de US$ 730 trilhões a mais de um quatrilhão de dólares até 2035.

Forson frisou que redes principais como Bitcoin e Ethereum, bem como as emissoras de USDC e USDT, nunca sofreram invasões em suas estruturas centrais. Para ele, a total transparência do código aberto funciona como o principal mecanismo de defesa da tecnologia onchain.

Ao contrário do sistema financeiro tradicional, onde falhas operacionais podem permanecer ocultas por anos em registros privados, o ecossistema descentralizado expõe e corrige vulnerabilidades de forma pública e imediata. Como o mercado cripto funciona 24 horas por dia, os testes de estresse ocorrem de forma veloz.

“Crianças aprendem a andar caindo”, comparou Forson, lembrando que o mercado blockchain tem apenas 16 anos. Ele concluiu alertando que as instituições que ficarem de fora do setor de DeFi perderão espaço, um movimento que gigantes de Wall Street como BlackRock, Morgan Stanley, JPMorgan e Charles Schwab já tentam evitar ao lançar serviços cripto.

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