Mercado cripto perde força no 2º trimestre e entra em nova fase de contração após queda de 12,6%

Mercado cripto perde força no 2º trimestre e entra em nova fase de contração após queda de 12,6%

O mercado cripto encerrou o segundo trimestre de 2026 em queda, após perder 12,6% do seu valor de mercado. Além da desvalorização, a atividade de negociação diminuiu e o capital em stablecoins também encolheu, fatores que sugerem menor entrada de recursos no setor.

Dados da CoinGecko mostram que a capitalização total do mercado cripto caiu para cerca de US$ 2,1 trilhões no trimestre. Em uma perspectiva mais ampla, isso representa uma retração superior a 52% em relação ao pico de mais de US$ 4 trilhões registrado em outubro de 2025.

O volume negociado no mercado à vista também perdeu força. No segundo trimestre, as negociações recuaram 20,9% em relação aos três meses anteriores, somando aproximadamente US$ 93,1 bilhões. Embora junho tenha registrado o maior volume diário do período, a movimentação ocorreu durante uma forte venda, quando a capitalização do mercado caiu de cerca de US$ 2,6 trilhões para US$ 2,1 trilhões.

Bitcoin e mercado cripto seguem sob pressão

Outro indicador que perdeu força foi o mercado de stablecoins. A capitalização desse segmento caiu 3%, passando de mais de US$ 189 bilhões para cerca de US$ 184 bilhões. Segundo os dados, o USDT foi o ativo que registrou a maior redução.

Como as stablecoins costumam ser utilizadas para entrada de novos investidores e para compras de ativos digitais, essa retração pode indicar uma diminuição do poder de compra dentro do mercado cripto.

Além dos dados de fluxo de capital, a estrutura gráfica do Bitcoin também reforça um cenário de cautela. Desde outubro do ano passado, o BTC vem formando topos descendentes e rompendo sucessivos níveis de suporte, comportamento que pode continuar pressionando o restante do mercado caso a tendência permaneça.

O relatório também destaca que movimentos recentes nas bolsas asiáticas acompanharam esse ambiente de aversão ao risco. O índice KOSPI, da Coreia do Sul, perdeu 5,24% a partir da máxima do dia, enquanto o Nikkei, do Japão, recuou 2,4%.

Apesar disso, os dados não garantem novas quedas. Períodos de forte capitulação costumam anteceder recuperações em diferentes mercados, e a redução do volume negociado também pode sinalizar menor volatilidade, abrindo espaço para uma possível reversão caso o interesse comprador volte a crescer.