O preço do Bitcoin encontrou suporte firme acima de US$ 63.000 neste sábado, após uma semana de intensa volatilidade que levou o ativo a testar patamares mais baixos de preço.
A maior criptomoeda do mundo abriu o fim de semana próximo de US$ 73.000, recuou abaixo de US$ 60.000 pela primeira vez desde a eleição americana de novembro de 2024, e se recuperou para cerca de US$ 64.000.
O movimento recente de queda deixou o ativo em uma zona de valuation historicamente associada a fundos de mercado de baixa, embora não tenha gerado um pânico generalizado de liquidação.
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Fatores macroeconômicos e o impacto no preço do Bitcoin
O catalisador para a desvalorização inicial do preço do Bitcoin veio da Strategy, de Michael Saylor, que revelou a venda de 32 BTC (cerca de US$ 2,5 milhões) para pagar dividendos de suas ações preferenciais STRC. Embora a venda tenha sido insignificante comparada às 845.000 moedas em caixa da empresa, a quebra na postura de “nunca vender” de Saylor assustou investidores no curto prazo.
A Strategy também vendeu US$ 128 milhões em ações através de seu programa no mercado na mesma semana, levantando dúvidas entre os traders sobre a real necessidade das operações corporativas. Analistas apontam que o movimento pode ser uma estratégia para facilitar a inclusão no índice S&P 500, demonstrando o uso do ativo como tesouraria real, não apenas reserva estática.
O cenário macroeconômico reverteu a tendência quando o presidente Donald Trump sinalizou o fim efetivo do conflito com o Irã, reduzindo o preço do petróleo Brent para a faixa de US$ 85. A listagem bem-sucedida da SpaceX na Nasdaq, que disparou 19% em sua estreia na sexta-feira ao fechar em US$ 161, injetou otimismo generalizado nos mercados de ativos de risco mundiais.
O reflexo foi positivo no mercado cripto: o Ethereum subiu 6,4% para US$ 1.663, a Solana avançou 9,5% para perto de US$ 67, e o XRP subiu 4,2% para US$ 1,13 na semana.
Apesar da alta semanal líquida de 4,7%, analistas reforçam que uma reversão definitiva no preço do Bitcoin ainda depende da estabilização dos fluxos de ETFs e do retorno de grandes compradores.
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