O Deutsche Bank apontou que o preço do Bitcoin concluiu sua transição de um ativo de especulação de varejo para um ativo de risco institucional. Essa mudança estrutural justifica a atual dinâmica de desvalorização do mercado cripto.
De acordo com a analista Marion Laboure, “o comprador marginal não é mais um investidor de varejo, mas um alocador de ETF ou tesouraria corporativa”. Com isso, os movimentos de mercado que afetam o preço do Bitcoin agora dependem de dados macroeconômicos e decisões de juros norte-americanos.
O banco identificou quatro fatores para a queda recente abaixo de US$ 60.000. O primeiro é a postura rígida do Federal Reserve, que prevê dois aumentos de juros em 2026, eliminando o cenário de liquidez facilitada para grandes fundos globais.
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O impacto da inteligência artificial no preço do Bitcoin
Além disso, os ETFs de criptomoedas registraram saídas acumuladas de aproximadamente US$ 6 bilhões ao longo de seis semanas consecutivas. A venda de ativos por parte da Strategy, a primeira desde 2022, também impactou a confiança das tesourarias.
Outro fator crucial é a migração de capital institucional para a infraestrutura de inteligência artificial. Com estimativas de aportes superiores a US$ 700 bilhões no setor de IA este ano, os grandes alocadores enxergam um custo de oportunidade elevado em manter criptoativos.
Para a instituição financeira, a estabilização do ecossistema depende diretamente da retomada do apetite dos grandes fundos e de melhoras nas condições macroeconômicas. Indicadores técnicos internos da rede (on-chain) perderam o protagonismo de antes.
Atualmente cotado próximo de US$ 62.500, cerca de 50% abaixo do recorde de outubro de 2025, o preço do Bitcoin se encontra em um período de compasso de espera. O relatório conclui que o ativo amadureceu e responde ativamente aos fluxos globais de liquidez.





