PF recupera R$ 71 milhões em apreensões de criptomoedas em 2025

PF recupera R$ 71 milhões em apreensões de criptomoedas em 2025

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por Redação

O cerco está fechando para quem tenta usar o mundo digital para o crime. Em 2025, as apreensões de criptomoedas realizadas pela Polícia Federal (PF) atingiram a marca histórica de R$ 71 milhões.

Esse valor impressiona por um detalhe: ele é seis vezes maior do que o registrado em 2024. O montante foi recuperado em diversas frentes, combatendo desde lavagem de dinheiro e tráfico até golpes aplicados na internet.

Apesar do salto, a PF admite que esse número é apenas uma “fatia” do total. Como os registros oficiais são recentes e não incluem as polícias civis, o volume real que circula em esquemas ilícitos costuma ser muito mais alto.

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USDT no radar e o novo desafio das autoridades

Para se ter uma ideia, enquanto a PF comemora o recorde, quadrilhas investigadas chegaram a movimentar bilhões nos últimos anos. No entanto, o investidor comum pode ficar tranquilo: o uso para o crime ainda é a exceção.

O cenário mudou e o Bitcoin não é mais o protagonista absoluto nas investigações. Atualmente, o USDT, uma stablecoin atrelada ao dólar, é o ativo mais visado nas apreensões de criptomoedas e responde por 90% desse volume no Brasil.

O grande desafio para os agentes é a velocidade, diferente do Bitcoin, onde as transações levam alguns minutos, as redes usadas pelas stablecoins liquidam transferências em segundos, exigindo uma reação quase imediata da polícia.

Para dar conta do recado, a PF e o Ministério da Justiça estruturaram unidades especializadas em crimes cibernéticos. O foco é usar a própria natureza da blockchain para rastrear o caminho do dinheiro e identificar os donos das carteiras.

Mesmo com o aumento das apreensões de criptomoedas, dados globais da Chainalysis mostram que transações ilícitas representam menos de 1% do mercado. O setor segue crescendo, impulsionado por usos legítimos e tecnologia de ponta.

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