A fintech Open Trade anunciou o fechamento de sua rodada de investimento Série A, liderada pela gestora de capital de risco Mercury. A empresa, que registrou um crescimento expressivo de 2.000% nos últimos 18 meses, consolida sua liderança na infraestrutura de rendimento de stablecoins para o mercado corporativo.
Com foco no modelo B2B2C, a plataforma fornece a tecnologia necessária para que bancos digitais e fintechs ofereçam dólares digitais com juros. O ecossistema da Open Trade opera fortemente na rede Avalanche, que concentra hoje cerca de 98% de todo o seu valor total bloqueado (TVL).
Um dos principais casos de sucesso da operação é a Lydia, uma carteira digital da Colômbia que expande seus serviços pela América Latina. Por meio da Open Trade, a instituição financeira permitiu que milhares de usuários comuns tivessem acesso direto a fundos lastreados em títulos do Tesouro dos EUA de forma simplificada.
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O impacto da Clarity Act no rendimento de stablecoins
Para garantir a segurança jurídica, a fintech atua em parceria com gigantes do setor financeiro tradicional que possuem fundos tokenizados. Entre as conexões integradas por uma única API estão produtos da BlackRock, Franklin Templeton e Wisdom Tree, distribuídos sob uma estrutura legal remota de falência.
Durante sua participação no podcast Layer 1, o CEO da Open Trade, David Sutter, avaliou o impacto da futura Clarity Act nos Estados Unidos. A regulamentação prevê a proibição de que emissores de stablecoins, como Circle ou Tether, paguem juros diretamente aos usuários apenas por manterem os ativos parados em conta.
Para Sutter, essa separação regulatória é positiva, pois exige que o capital seja efetivamente direcionado a atividades de investimento reais para gerar retornos. A expectativa é que essa norma aumente a demanda por soluções de infraestrutura complacentes, impulsionando globalmente o rendimento de stablecoins.
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