O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, está com os olhos voltados para o setor cripto. Em uma declaração recente, ele afirmou que a mineração de Bitcoin pode ser o motor de um desenvolvimento sem precedentes na região do Caribe colombiano.
Petro citou vizinhos como Venezuela e Paraguai como exemplos de sucesso. Segundo ele, esses países conseguiram atrair grandes investimentos ao utilizar energia limpa abundante para alimentar a infraestrutura.
“Isso poderia ser o caso de Santa Marta, Riohacha e Barranquilla”, escreveu o presidente em sua conta na rede social X. Para ele, o projeto representa um “impulso imenso” para o progresso local.
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O papel das comunidades e a energia limpa
O plano não envolve apenas tecnologia, mas também inclusão social. Petro destacou a necessidade de conversas com a comunidade Wayúu, povo indígena do norte da Colômbia, para que seus integrantes participem ativamente do projeto de mineração de Bitcoin.
A Colômbia tem um trunfo estratégico: sua matriz energética. Historicamente baseada em hidrelétricas, o país tem diversificado rapidamente para fontes solares e eólicas nos últimos anos.
Dados da XM, operadora do sistema nacional, mostram que o país encerrou 2025 com uma capacidade de 21.286,9 megawatts em energias renováveis. Esse excedente verde é o que torna a proposta de mineração de Bitcoin viável e sustentável para a região.
Se o plano avançar, o Caribe colombiano pode se consolidar como o próximo grande destino global para a indústria de ativos digitais, unindo inovação financeira e preservação ambiental.





