A estratégia agressiva da MicroStrategy acaba de encontrar um teto importante. Segundo um novo relatório da Delphi Digital, a empresa está perto de atingir o limite de US$ 28,3 bilhões na emissão de suas ações preferenciais, conhecidas como STRC.
Essas ações têm sido o “combustível” favorito de Michael Saylor para levantar dinheiro rápido e comprar mais moedas. Se esse teto não for ampliado, o ritmo de acumulação pode sofrer uma freada brusca, enquanto a obrigação de pagar dividendos continua pesando no caixa.
Recentemente, a empresa anunciou a compra de mais 535 BTC por cerca de US$ 43 milhões. No entanto, um detalhe técnico chamou a atenção: quase todo esse valor veio da venda de ações ordinárias (MSTR), e não das preferenciais STRC, sinalizando uma mudança de rota.
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O plano B para MicroStrategy continuar comprando BTC
Mesmo com o possível travamento das ações preferenciais, a MicroStrategy não está de mãos atadas. Os analistas apontam que a companhia pode recorrer com mais força ao seu programa de vendas de ações comuns (ATM) no mercado aberto.
“A empresa usará a STRC como veículo principal enquanto o prêmio sobre o valor patrimonial (mNAV) estiver baixo”, explicou Ceteris, chefe de pesquisa da Delphi. Caso esse prêmio suba, a venda de ações ordinárias volta a ser o foco para financiar novas compras.
Atualmente, a empresa negocia com um prêmio de 1,25x em relação ao seu estoque de moedas. Isso dá margem de manobra para que a MicroStrategy continue sua jornada sem pânico, mesmo com compromissos financeiros bilionários agendados para 2027.
Para os pesquisadores da Delphi, o clima não é de desespero. A leitura é que, se a diretoria acreditar que o fundo do ciclo do mercado já passou, a postura será de acelerar a acumulação, buscando novas formas de captação para não deixar a máquina parar.
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