A Meta, gigante por trás do Facebook e Instagram, vive um momento de contrastes intensos. Apesar de bater recordes de receita, as ações da empresa derreteram quase 9% nesta quinta-feira, assustando investidores globais.
O mercado reagiu mal ao anúncio de que a Meta perdeu 20 milhões de usuários em sua família de aplicativos no primeiro trimestre de 2026. A CFO da companhia, Susan Li, atribuiu o recuo a bloqueios de internet no Irã e restrições ao WhatsApp na Rússia.
Mesmo com a base de usuários balançando, a receita da Meta saltou 33% em relação ao ano passado, atingindo US$ 56,3 bilhões. O lucro líquido também impressionou, chegando a US$ 26,8 bilhões, ajudado por um benefício fiscal bilionário.
Terrenos no Metaverso: da Euforia às Cidades Fantasmas
O pivô para a Inteligência Artificial e novos cortes na Meta
No entanto, o “ralo” financeiro continua sendo a Reality Labs. A divisão focada em realidade virtual e Metaverso registrou um prejuízo operacional de US$ 4,03 bilhões apenas neste trimestre. Desde 2020, as perdas acumuladas no setor já somam US$ 80 bilhões.
O que realmente pesou no sentimento dos investidores foi o aumento agressivo nos gastos planejados. A Meta elevou sua previsão de investimentos para até US$ 145 bilhões, direcionando o fluxo de caixa para infraestrutura de Inteligência Artificial.
Susan Li explicou que a empresa “subestimou as necessidades de computação” diante do avanço veloz da IA. Para equilibrar as contas, Zuckerberg segue com a política de “eficiência”, cortando mais 10% do quadro total de funcionários, cerca de 8 mil pessoas.
Enquanto a Meta sofria no pregão, sua rival Alphabet via as ações atingirem recordes históricos. Para analistas da Hargreaves Lansdown, o mercado ainda tenta equilibrar o tamanho da oportunidade em IA com o capital massivo necessário para vencer essa corrida.
Apesar da volatilidade, há quem veja resiliência, o momento da publicidade digital continua forte e a integração de IA pode ser o motor que faltava para monetizar as redes da companhia de forma mais eficiente nos próximos anos.
O “relógio” do Bitcoin: como os mercados globais influenciam os movimentos do BTC





