Citi projeta mercado de tokenização de ativos em US$ 5,5 trilhões até 2030

Citi projeta mercado de tokenização de ativos em US$ 5,5 trilhões até 2030

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por Redação

O mercado global de tokenização de ativos está prestes a passar por um crescimento exponencial nos próximos anos. Segundo um novo relatório do banco Citi, esse ecossistema deve saltar dos atuais US$ 17 bilhões para impressionantes US$ 5,5 trilhões até o ano de 2030.

O estudo “Tokenization 2030: Wall Street On-Chain” aponta que, dependendo do ritmo de adoção global para a tokenização de ativos, os números finais podem oscilar entre US$ 2,7 trilhões em um cenário mais conservador e US$ 8,2 trilhões em uma projeção altamente otimista.

De acordo com a análise do Citi, essa mudança estrutural representa um momento histórico para as finanças. “Você está vendo todo o peso do poder financeiro americano e da moeda de reserva global se movendo on-chain em escala”, destaca o relatório. “Quando a DTCC e a NYSE incorporarem a tokenização nos mercados de capitais, isso marcará um ponto de virada.”

Três grandes pilares sustentam essa projeção trilionária para a tokenização de ativos: o primeiro deles é a movimentação das infraestruturas tradicionais de Wall Street. A DTCC planeja transações limitadas em julho e um lançamento amplo em outubro, enquanto a Nasdaq e a dona da NYSE (ICE) avançam com planos para ações tokenizadas.

O segundo pilar é a expansão do dinheiro digital regulado. O mercado de stablecoins deve atingir US$ 1,9 trilhão até 2030, permitindo liquidações instantâneas de operações. Sozinhas, as stablecoins devem gerar uma demanda de US$ 1 trilhão em títulos do Tesouro americano, usados como lastro pelas emissoras.

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Por fim, o avanço regulatório nos Estados Unidos atua como o terceiro motor desse crescimento. Em 14 de maio, o Comitê Bancário do Senado americano aprovou o avanço da lei “Clarity Act” por um placar bipartidário de 15 a 9, destravando a pauta para votação em plenário.

A análise do Citi ressalta que a expansão da tokenização de ativos se concentrará nos mercados públicos tradicionais, como ações e títulos públicos, e não em mercados privados. O banco estima que 10% do mercado de títulos do Tesouro dos EUA e 3% do mercado de ações públicas serão digitalizados na blockchain até 2030.

Se apenas 10% dos investidores de varejo norte-americanos migrarem para essas novas plataformas, haverá uma demanda de US$ 2,6 trilhões para ações tokenizadas. Em contrapartida, setores mais complexos como crédito privado e private equity devem movimentar apenas US$ 100 bilhões globais cada.

O Citi pondera que a transição não ocorrerá do dia para a noite, o processo será semelhante à adoção dos pedágios eletrônicos nas estradas, onde os sistemas antigo e novo coexistiram por um tempo, gerando custos paralelos antes da migração total para o modelo automatizado.

No fim das contas, a consolidação desse cenário vai beneficiar os chamados “Orquestradores Estruturais”. Trata-se dos grandes bancos e firmas de investimento que controlam tanto os ativos reais quanto a infraestrutura do dinheiro digital, processando os negócios de ponta a ponta em suas redes.

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