Hacks em DeFi despencam 80%, mas nova vulnerabilidade põe seis blockchains em risco simultâneo

Hacks em DeFi despencam 80%, mas nova vulnerabilidade põe seis blockchains em risco simultâneo

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por Redação

O ecossistema de finanças descentralizadas está consideravelmente mais seguro. Um levantamento dos prejuízos em protocolos entre 2020 e 2025 revela que as perdas globais com hacks em DeFi atingiram o pico de US$ 2,62 bilhões em 2022, caindo cerca de 80% para US$ 534 milhões em 2024.

A queda no valor mediano por incidente também foi expressiva: passou de US$ 6 milhões em 2022 para US$ 1,5 milhão em 2025. Embora o número de casos isolados tenha subido para 83 em 2025, o estrago financeiro de cada evento diminuiu consideravelmente, sinalizando o amadurecimento do setor.

As pontes (bridges), que geraram grandes hacks em DeFi e responderam por 73% das perdas em 2022 com casos históricos como Ronin (US$ 624 milhões) e Binance Bridge (US$ 570 milhões), representaram apenas 3% do total em 2025. Ataques de empréstimo instantâneo (flash loans) caíram de 54% em 2020 para menos de 1% em 2025.

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O perigo oculto dos hacks em DeFi no ecossistema multi-chain

Apesar dos avanços contra os hacks em DeFi tradicionais, o perigo migrou de lugar: em 2025, impressionantes 89,1% das perdas foram causadas por falhas de lógica dos protocolos. Como grandes projetos agora rodam simultaneamente em redes como Ethereum, Base, Arbitrum, Polygon, OP Mainnet e Sonic, um único bug no código pode drenar fundos em todas as redes ao mesmo tempo.

Isso ficou evidente em novembro do ano passado, quando as Composable Stable Pools V2 da Balancer perderam cerca de US$ 128 milhões em menos de meia hora. O invasor explorou uma falha de precisão aritmética distribuída nas seis blockchains de uma só vez, demonstrando a complexidade desse novo vetor que passou despercebido por onze auditorias independentes.

A descentralização em múltiplas redes, criada para mitigar riscos de infraestrutura individual, acabou gerando uma nova concentração através do compartilhamento de códigos. No entanto, grandes ecossistemas ainda mostram solidez: em termos de perda em relação ao valor total bloqueado (TVL), as redes mais seguras foram Ethereum (0,42%), Solana (0,42%) e BNB Chain (0,33%).

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