Dados da Glassnode revela que 20% dos bitcoins correm risco por erro humano

Dados da Glassnode revela que 20% dos bitcoins correm risco por erro humano

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por Redação

Um novo estudo da empresa de análise on-chain Glassnode revelou que mais de 4 milhões de moedas estão vulneráveis a futuros ataques de computadores avançados. O problema central que afeta a segurança do Bitcoin não está no código da blockchain, mas sim na forma como os investidores gerenciam suas carteiras.

Ao todo, 4,12 milhões de BTC (cerca de 20% do fornecimento circulante) estão expostos ao chamado risco quântico operacional. Esse volume é mais do que o dobro dos 1,92 milhão de BTC vulneráveis devido ao design dos códigos mais antigos da rede.

A Glassnode explica que o risco se divide em duas categorias: estrutural e operacional. O risco estrutural envolve endereços onde a chave pública fica exposta por padrão, como as moedas mineradas por Satoshi Nakamoto no início da rede.

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Glassnode aponta que corretoras concentram maior parte do risco quântico

Já o risco operacional surge do comportamento dos usuários, impactando a segurança do Bitcoin no dia a dia. Formatos de endereço modernos escondem a chave pública, mas essa proteção cai assim que o investidor reutiliza um endereço ou faz um envio parcial de fundos. Somadas, as duas categorias representam 30,2% de todo o suprimento emitido.

Segundo o relatório da Glassnode, as corretoras centralizadas lideram os dados de exposição, afetando diretamente a segurança do Bitcoin sob custódia de terceiros. Elas concentram 1,66 milhão de BTC nessa situação, o que equivale a cerca de 40% do pool operacional total.

A vulnerabilidade varia de forma drástica entre as plataformas. Enquanto a Coinbase apresenta apenas 5% de exposição, a Binance opera perto de 85% e a Bitfinex atinge 100%. Entre os fundos institucionais, a WisdomTree está totalmente exposta e a Grayscale carrega metade de suas moedas em endereços vulneráveis, enquanto carteiras governamentais de EUA, Reino Unido e El Salvador registram zero exposição.

A boa notícia para a segurança do Bitcoin é que mitigar esse risco não exige uma atualização complexa ou bifurcação na rede. Embora exista a proposta BIP-360 em discussão para blindar o formato Taproot, os usuários podem proteger seus ativos imediatamente adotando a rotação de endereços e evitando reutilizar chaves.

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