O mercado cripto acaba de receber um choque de realidade. Segundo o novo relatório do Projeto Eleven, a ameaça quântica não é mais coisa de ficção científica e já mapeia riscos reais e imediatos para as maiores altcoins do mundo.
Os números são de tirar o fôlego: cerca de 65% da rede Ethereum e impressionantes 100% da rede Solana estão vulneráveis a ataques de computadores quânticos. O estudo chega em um momento em que as blockchains aceleram os esforços de proteção.
Segurança Quântica na Solana: Rede Inicia Testes para Barrar Ameaça do Futuro
Como Ethereum e Solana planejam vencer a ameaça quântica
No caso do Ethereum, o perigo está em três pontos técnicos, incluindo o sistema que protege as contas dos usuários. O maior risco, porém, envolve os validadores: as chaves ficam públicas logo após o depósito de 32 ETH, permitindo ataques ao consenso da rede.
Já a Solana enfrenta um desafio estrutural, diferente do modelo do Bitcoin, que esconde chaves não utilizadas, o design da Solana expõe a chave pública diretamente no endereço da carteira. Isso deixa a rede totalmente exposta à ameaça quântica.
Calma, nem tudo é pânico, a Fundação Ethereum já lançou um portal dedicado à migração pós-quântica e prevê que as atualizações vitais da Camada 1 (L1) sejam concluídas até 2029, embora a migração total ainda demande mais tempo.
Do lado da Solana, os desenvolvedores já selecionaram o “Falcon”, um esquema de assinatura de última geração aprovado por órgãos globais. A equipe afirma que o plano de defesa já está “pronto para ser ativado” no momento em que for necessário.
O relatório projeta o “Q-Day” — o dia em que computadores quânticos poderão quebrar a criptografia atual, entre 2030 e 2042. Até lá, a corrida para neutralizar a ameaça quântica definirá quem sobreviverá no futuro das finanças digitais.
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