Os fundos de criptomoedas registraram sua segunda maior retirada semanal de 2026, com investidores resgatando US$ 1,67 bilhão desses produtos financeiros. O movimento reflete o avanço recente das tensões geopolíticas e uma postura generalizada de aversão ao risco nos mercados mundiais.
De acordo com o relatório mais recente da CoinShares, esta é a terceira semana consecutiva de saques líquidos, totalizando US$ 4,21 bilhões retirados no período. Os temores internacionais envolvendo o Irã acabaram neutralizando o otimismo gerado pelos avanços regulatórios da Lei CLARITY nos Estados Unidos.
Com a forte onda de resgates, o total de ativos sob gestão no setor recuou de US$ 148 bilhões para US$ 141 bilhões, atingindo o menor patamar verificado desde o início de abril. No mesmo intervalo, o Bitcoin recuou cerca de 3% em 24 horas, passando a operar perto da faixa de US$ 70.000.
Como o fluxo dos ETFs de Bitcoin influencia o mercado
Impacto nos fundos de criptomoedas e destaques positivos
A pressão sobre os preços aumentou após relatos de interrupção nas conversas diplomáticas entre Irã e Estados Unidos. O cenário negativo dos fundos de criptomoedas coincidiu com a movimentação da MicroStrategy, que vendeu uma fração de suas reservas de Bitcoin. Os investidores norte-americanos lideraram os resgates globais com a saída de US$ 1,63 bilhão, enquanto Alemanha, Suécia e Hong Kong também fecharam a semana no vermelho.
Olhando detalhadamente para os ativos, os fundos de criptomoedas baseados em Bitcoin lideraram as perdas semanais com saques de US$ 1,44 bilhão. Os produtos de investimento focados em Ethereum acompanharam a tendência negativa do mercado e registraram saídas de US$ 257,3 milhões.
Por outro lado, embora o apetite por moedas alternativas tenha diminuído globalmente, alguns ativos registraram fluxos positivos expressivos. O XRP liderou os aportes semanais com a entrada de US$ 20,3 milhões, seguido de perto pelo Hyperliquid (HYPE) com US$ 10,8 milhões e pela rede Near com US$ 7,6 milhões.





