Noruega acumula 11 mil Bitcoins indiretamente sem tocar em criptoativos

Noruega acumula 11 mil Bitcoins indiretamente sem tocar em criptoativos

O fundo de reserva da Noruega encerrou o primeiro semestre de 2026 com uma exposição indireta recorde ao Bitcoin. O portfólio da instituição alcançou a marca equivalente a 11.549 unidades da criptomoeda no período.

Os dados levantados pela K33 Research mostram um crescimento de 60% na comparação anual. Essa é a sexta vez consecutiva que o fundo apresenta alta na sua participação indireta, que no fim de junho valia cerca de US$ 676 milhões.

A ampliação dessa reserva não acontece por meio de compras diretas no mercado cripto. O fundo obtém essa exposição apenas detendo ações de companhias globais que possuem o ativo digital em seus balanços corporativos.

A empresa listada Strategy é a principal impulsionadora desse volume. Ela concentra cerca de 86% de toda a exposição indireta do fundo norueguês, somando o equivalente a 9.914 Bitcoins no encerramento do semestre.

Outras companhias completam a lista de investimentos que injetam cripto no portfólio. Nomes como Metaplanet, MARA Holdings, Coinbase e Block ajudam a diversificar o montante total administrado pela instituição europeia.

Como a Noruega avança no Bitcoin e entra no Ethereum

Apesar de acumular mais unidades da moeda digital indiretamente, o peso financeiro dessa alocação no portfólio diminuiu. A exposição ligada ao mercado cripto recuou para 0,03% dos ativos globais do fundo da Noruega devido à queda de quase 30% nos preços do Bitcoin neste ano.

O movimento da instituição agora também se estende para o ecossistema do Ethereum. O fundo revelou uma nova participação na BitMine Immersion Technologies, adquirindo mais de 6,1 milhões de ações da empresa, avaliadas em cerca de US$ 81,8 milhões.

A BitMine detém 5,7 milhões de unidades de Ethereum, o que representa aproximadamente 4,7% de toda a oferta circulante da criptomoeda no mundo. Essa aquisição cria uma nova e robusta ponte de exposição ao setor.

A estratégia da Noruega evidencia uma transformação no mercado global de ações. O crescimento das tesourarias corporativas atreladas a ativos digitais está inserindo o Bitcoin e o Ethereum em fundos tradicionais de forma automática, mesmo quando os gestores não adquirem os ativos diretamente.