Serviços de criptomoedas viram arma secreta dos bancos europeus para reter clientes

Serviços de criptomoedas viram arma secreta dos bancos europeus para reter clientes

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por Redação

O acesso a ativos digitais está transformando a fidelidade dos clientes no setor bancário europeu. Uma pesquisa recente revela que um em cada três correntistas está disposto a trocar de instituição financeira para ter acesso a serviços de criptomoedas integrados.

O estudo, realizado pela Börse Stuttgart Digital com cerca de 6 mil investidores na Alemanha, Itália, Espanha e França, apontou que 35% dos entrevistados mudariam de instituição por esse motivo. Além disso, quase 20% esperam que seus bancos ofereçam esses serviços de criptomoedas nos próximos três anos.

O interesse é impulsionado por quem já opera no mercado cripto: cerca de 25% dos participantes do estudo já possuem ativos digitais, e 36% planejam investir mais nos próximos cinco anos. Na liderança da posse de ativos está a Espanha (28%), seguida por Alemanha (25%), Itália (24%) e França (23%).

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A busca por segurança nos serviços de criptomoedas

Historicamente, as tarifas e o atendimento ditavam a troca de banco, mas agora, os ativos digitais surgem como um novo peso na balança, impulsionados pela busca de facilidade, já que os clientes preferem consolidar seus investimentos em um ambiente regulado e familiar.

Apesar do entusiasmo com os serviços de criptomoedas, barreiras educacionais e regulatórias ainda persistem. O levantamento indica que 76% dos investidores consideram as regras atuais insuficientes e mais de 60% afirmam que não possuem conhecimento profundo sobre o funcionamento desses ativos.

Nesse cenário, o regulamento MiCA da União Europeia, que entrou em vigor integralmente para provedores no fim de 2024, trouxe mais confiança para metade dos entrevistados. Essa segurança jurídica faz com que as grandes instituições prefiram fechar parcerias tecnológicas com provedores licenciados a criar sistemas do zero.

O volume regional justifica a corrida dos bancos, dados da Chainalysis entre julho de 2024 e junho de 2025 mostram que a Rússia movimentou 376 bilhões de dólares em cripto, o Reino Unido somou 273 bilhões e a Alemanha registrou 219 bilhões.

Contudo, reguladores como a ESMA alertam que as instituições que oferecem serviços de criptomoedas devem ser transparentes sobre os riscos e a volatilidade. Enquanto o mercado amadurece com inovações como investimentos automáticos via arredondamento de transações, a clareza sobre o que está protegido será o diferencial competitivo.

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