A Robinhood reportou um trimestre recorde de ganhos e faturamento, mesmo enfrentando uma forte queda na sua divisão de ativos digitais. A receita de criptomoedas da corretora recuou 38% em comparação ao mesmo período do ano anterior, totalizando US$ 100 milhões.
Apesar desse declínio específico, os resultados gerais da empresa surpreenderam positivamente. O faturamento total subiu 32% ano a ano, atingindo US$ 1,31 bilhão, enquanto o lucro líquido registrou um aumento expressivo de 48%, chegando a US$ 573 milhões.
O volume nocional de negociação de ativos digitais somou US$ 40 bilhões no trimestre. Desse total, o aplicativo original respondeu por US$ 18 bilhões, enquanto a Bitstamp, exchange comprada pela empresa em junho de 2025, movimentou os US$ 22 bilhões restantes.
Expansão no DeFi busca alavancar a receita da Robinhood
Para compensar a queda na receita, outras áreas de negociação da Robinhood apresentaram forte crescimento. A corretora registrou captação líquida recorde de US$ 21,7 bilhões, impulsionada por altas na receita de contratos de eventos, opções e negociação de ações tradicionais.
Mesmo com o ritmo mais lento nas negociações básicas, a corretora continua ampliando sua infraestrutura para além da compra e venda. A companhia concluiu a aquisição da plataforma canadense WonderFi, fortalecendo seu alcance internacional no setor de ativos digitais.
Entre os principais lançamentos recentes, a empresa apresentou a rede principal da Robinhood Chain e seu primeiro produto de empréstimos descentralizados, o Robinhood Earn. Além disso, clientes elegíveis de mais de 120 países agora têm acesso a ações tokenizadas dos Estados Unidos.
A infraestrutura recém-lançada já mostra resultados na atividade on-chain. Dados da plataforma DefiLlama indicam que a nova rede de segunda camada (layer-2) da corretora acumula US$ 348 milhões em valor total bloqueado (TVL), abrindo novos caminhos para recuperar a receita de criptomoedas da Robinhood no longo prazo.



