O mercado global de ativos tokenizados ultrapassou a impressionante marca de US$ 31 bilhões. No entanto, um relatório recente da DWF Ventures aponta que as grandes instituições financeiras são as que mais capturam esse valor, deixando as finanças descentralizadas (DeFi) em segundo plano.
Desse total bilionário de ativos tokenizados, apenas cerca de 10% — o equivalente a US$ 3 bilhões, está de fato alocado em protocolos DeFi como Valor Total Bloqueado (TVL). O restante do montante permanece parado em carteiras digitais com pouca movimentação.
O grande entrave para essa integração dos ativos tokenizados é a falta de liquidez secundária. Tokens do Tesouro americano famosos, como BUIDL e BENJI, registram menos de 30 transferências mensais devido a travas de conformidade (KYC) e demoras no resgate, gerando taxas de conversão (slippage) incômodas para os traders cotidianos.
Como a infraestrutura tenta destravar os ativos tokenizados
Atualmente, a maior parte da atividade está concentrada em poucos gigantes do setor. O protocolo Sky (antigo MakerDAO) guarda mais de US$ 1,5 bilhão nesses fundos, enquanto a Ethena destinou US$ 250 milhões para um fundo via Securitize, movimentando principalmente o capital de quem busca retornos mais seguros.
Para mudar esse cenário e reter valor no ambiente nativo cripto, novas soluções de infraestrutura começam a surgir no primeiro trimestre de 2026. Provedores de oráculos como Pyth Network e RedStone desenvolvem feeds de preços 24 horas por dia para ações e commodities, mitigando riscos de precificação defasada.
Outra frente de expansão mira em títulos de fora dos Estados Unidos e no crédito privado regional, apontados como as maiores oportunidades atuais. Títulos governamentais do Brasil, que rendem cerca de 10%, e da Turquia, perto de 15%, quase não aparecem nas redes blockchain ainda, mas têm grande potencial de integração.
Enquanto as commodities somaram US$ 4,8 bilhões na rede e as ações ultrapassaram US$ 1 bilhão, o setor corre para embutir rendimentos nesses produtos que hoje são passivos. Os próximos 12 a 18 meses devem testar se o ecossistema cripto conseguirá criar ferramentas eficientes para atrair essa liquidez institucional de forma definitiva.
Ações tokenizadas: Binance, Kraken e Bybit entram na disputa por mercado de US$ 126 trilhões




