O Deutsche Bank está a poucas semanas de lançar sua suíte de custódia de criptomoedas na Alemanha. O movimento permite que clientes protejam seus ativos digitais diretamente com uma instituição bancária regulada.

A iniciativa faz parte de um plano estratégico do banco para alcançar um crescimento anual composto de 8% em seus serviços bancários corporativos até 2028. Com mais de US$ 2,2 trilhões em ativos e operações em 58 países, a instituição busca acessar novas fontes da economia digital.

Durante reuniões do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial em Bancoc, Gerald Podobnik, co-diretor do Deutsche Bank, informou que a oferta será expandida posteriormente para centros financeiros na Ásia como forma de atrair novos clientes.

Podobnik enfatizou o avanço das stablecoins e da economia digital, ressaltando o surgimento de novas classes de liquidez no setor. “Acredito que, como sistema financeiro, precisaremos oferecer soluções tokenizadas ou em blockchain aos nossos clientes como serviços adicionais ao lado dos nossos tradicionais… mas não necessariamente para substituir o que fazemos hoje”, declarou o executivo.

Planos do Deutsche Bank incluem tokenização e expansão de criptomoedas

Além do serviço de guarda de ativos, o banco pretende estrear serviços de tokenização no futuro. Entre os projetos estão depósitos tokenizados e uma plataforma voltada para a emissão de títulos em blockchain, incluindo debêntures digitais.

Segundo estimativas do relatório Asset Tokenization 101, elaborado pela Deutsche Bank Research, o mercado de ativos do mundo real (RWA) tokenizados pode atingir um volume de US$ 7 trilhões até 2035.

Anunciada inicialmente em setembro, a primeira etapa do serviço suportará grandes ativos, como bitcoin e ether. A integração de stablecoins está prevista para uma fase posterior, ainda sem data definida.

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Luíza Nunes
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