Demissões no mercado cripto: IA vira a nova justificativa de gigantes para cortes em massa

Demissões no mercado cripto: IA vira a nova justificativa de gigantes para cortes em massa

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por Redação

A Coinbase acaba de se tornar a mais nova gigante do setor a anunciar demissões no mercado cripto. Em um comunicado enviado aos funcionários nesta terça-feira, o CEO Brian Armstrong revelou que a exchange está utilizando a Inteligência Artificial para “achatar” sua estrutura organizacional.

A ideia é que os gestores passem a atuar como “jogadores-treinadores”, reduzindo camadas burocráticas. Segundo Armstrong, “a IA está trazendo uma mudança profunda na forma como as empresas operam, e estamos remodelando a Coinbase para liderar nesta nova era”.

Essa onda não é exclusiva da Coinbase, recentemente, a Block, de Jack Dorsey, e a Crypto.com também reduziram suas equipes, alegando que a automação permite que times menores entreguem os mesmos resultados que antes exigiam centenas de colaboradores.

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“Lavagem de demissões”: IA ou apenas corte de gastos?

Enquanto a Coinbase e a Crypto.com cortaram cerca de 700 e 180 funcionários, respectivamente, a Block foi mais agressiva, com 4.000 desligamentos em fevereiro. No entanto, há quem questione se a tecnologia é o real motivo ou apenas uma fachada conveniente.

Jason Droege, CEO da Scale AI, acredita que muitas companhias estão praticando o que ele chama de “lavagem de demissões”. Para ele, as empresas estão apenas ajustando o tamanho das equipes após o crescimento excessivo e usando a IA como um escudo para evitar críticas.

“Muitas dessas empresas dizem que é por causa da IA, mas muito disso é apenas um ajuste de tamanho e elas precisam de uma desculpa”, afirmou Droege durante a conferência Semafor World Economy.

O cenário macro também pesa. Com o Bitcoin perdendo 21% do valor no primeiro trimestre de 2026, os resultados financeiros da Coinbase vieram abaixo do esperado. A exchange reportou um prejuízo líquido de US$ 1,49 por ação, refletindo a queda no volume de negociações.

Diferente do crash de 2022, focado em sobrevivência após o colapso da FTX, as atuais demissões no mercado cripto são vendidas como reestruturações proativas. Seja por inovação ou necessidade financeira, o setor parece decidido a operar de forma muito mais enxuta daqui para frente.

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