A computação quântica começa a movimentar a indústria de ativos digitais para além do campo teórico. Em relatório recente, o comitê consultivo da Coinbase fez um chamado para que desenvolvedores acelerem os preparativos técnicos contra futuras ameaças a redes como a do Bitcoin.
O conselho de segurança da exchange americana defende que a comunidade cripto inicie imediatamente a migração para sistemas resilientes. A orientação é não esperar por um consenso definitivo sobre como lidar com fundos antigos ou vulneráveis antes de agir.
Atualmente, nenhum computador quântico é capaz de quebrar os mecanismos criptográficos das blockchains. Contudo, o comitê enfatiza que os cronogramas de desenvolvimento da computação quântica são incertos, exigindo uma postura proativa e antecipada do ecossistema.
Os riscos da computação quântica para o Bitcoin
Pesquisadores estimam que uma máquina potente o suficiente para violar as assinaturas digitais do Bitcoin possa surgir já em 2030. Cerca de 7 milhões de Bitcoins estão armazenados em endereços antigos expostos a essa tecnologia, incluindo moedas atribuídas a Satoshi Nakamoto.
Para mitigar o risco da computação quântica, o conselho estuda cenários que variam entre o congelamento definitivo de ativos não migrados até a manutenção irrestrita dos direitos de propriedade originários, respeitando os princípios históricos da rede.
Outras soluções intermediárias incluem a limitação do movimento de fundos vulneráveis por bloco e a substituição gradual de assinaturas. Projetos como Ethereum e Stellar já possuem frentes dedicadas a implementar soluções de segurança pós-quântica.
A Coinbase reforça que, embora os ativos dos usuários estejam seguros hoje, a ausência de uma ameaça imediata não deve atrasar o desenvolvimento técnico. O debate nos próximos meses deve se concentrar nos mecanismos de migração e na continuidade das redes.
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