O Drex, iniciativa de moeda digital do Banco Central brasileiro, enfrenta desafios práticos devido ao seu escopo excessivamente amplo. A avaliação é de Humberto Costa, diretor de produtos de balcão e ativos digitais da B3.
Durante um painel sobre tokenização, o executivo ponderou que a tecnologia blockchain já está madura para o mercado financeiro, mas não funciona como uma solução única. Para ele, “um dos problemas do Drex foi a própria ambição do Drex”, ao tentar resolver gargalos de múltiplos mercados simultaneamente.
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Regulação e o futuro do Drex
Costa destacou que o ecossistema tradicional exige regras claras de privacidade, custódia e liquidação. Novas ferramentas tecnológicas não anulam a necessidade de uma forte regulação, essencial para preservar o funcionamento dos negócios em momentos de estresse econômico.
O debate também contou com a participação de Marcos Viriato, CEO da Parfin. O executivo ressaltou a necessidade de equilíbrio entre redes públicas e ambientes privados no ecossistema do Drex e da tokenização nacional.
Viriato alertou que expor ativos como debêntures ou ações em redes públicas traz riscos de privacidade, revelando posições de grandes investidores. Ele citou o mercado de criptoativos, onde transferências de grandes volumes de bitcoin para corretoras movimentam preços, algo inviável para o sistema financeiro tradicional.
A solução apontada pelos especialistas passa por infraestruturas permissionadas que garantam o sigilo dos clientes. A B3 projeta atuar como ponte nesse cenário, integrando bancos, emissores e reguladores para permitir que a inovação avance com segurança jurídica.
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