BlackRock acelera em tokenização: gigante quer levar Tesouro dos EUA para o blockchain

BlackRock acelera em tokenização: gigante quer levar Tesouro dos EUA para o blockchain

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por Redação

A BlackRock, maior gestora de ativos do planeta com US$ 14 trilhões sob custódia, acaba de pisar no acelerador da tokenização. A gigante enviou novos registros à SEC para lançar fundos baseados em títulos do Tesouro dos EUA e mercados monetários operando diretamente em redes blockchain.

O movimento foca no lançamento de “OnChain Shares” (ações onchain), permitindo que investidores acessem produtos financeiros tradicionais com a velocidade e a transparência das criptos. Um dos novos veículos é voltado para reservas de stablecoins, investindo em dinheiro vivo e títulos de curto prazo.

Para tirar o projeto do papel, a gestora conta com parceiros de peso como a Securitize e o BNY Mellon. Enquanto o primeiro cuidará dos registros de propriedade em sistemas integrados a blockchains públicas, o BNY Mellon focará no padrão ERC-20 da rede Ethereum para gerenciar um fundo de liquidez de US$ 7 bilhões.

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Por que a tokenização é o futuro dos investimentos para a BlackRock?

A estratégia não é por acaso. O setor de ativos do mundo real tokenizados (RWA) disparou mais de 200% no último ano, movimentando hoje mais de US$ 30 bilhões. Especialistas do Boston Consulting Group estimam que esse mercado pode atingir a marca astronômica de US$ 18,9 trilhões até 2033.

Larry Fink, CEO da gestora, é um entusiasta declarado da tecnologia. Para ele, a tokenização é a chave para modernizar a infraestrutura financeira global, permitindo negociações 24 horas por dia, 7 dias por semana, e liquidações quase instantâneas que o sistema bancário antigo não consegue entregar.

Vale lembrar que a empresa já faz sucesso com o BUIDL, seu primeiro fundo tokenizado lançado em 2024. O produto já acumula US$ 2,5 bilhões em ativos e se tornou um colateral queridinho para investidores institucionais que operam alavancados no mercado de criptoativos.

A nova ofensiva da BlackRock reforça que a tokenização não é apenas um experimento, mas o pilar central da nova fase do mercado financeiro. Com um investimento mínimo de US$ 3 milhões para os novos fundos, o foco inicial são os grandes players, mas o impacto deve reverberar em todo o ecossistema cripto.

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