A Bitmine Immersion Technologies está consolidando seu lugar como a “segunda força” institucional no mercado de criptoativos. Na última semana, a companhia presidida por Tom Lee adquiriu impressionantes 101.901 ETH.
O investimento, avaliado em cerca de US$ 234 milhões, coloca a Bitmine em um patamar de acumulação muito próximo ao da MicroStrategy, de Michael Saylor, que é referência absoluta em compras recorrentes de Bitcoin.
Se retirarmos os picos de compras extraordinárias financiadas por dívidas, a MicroStrategy costuma comprar entre US$ 200 milhões e US$ 300 milhões por semana. Agora, a Bitmine provou que consegue manter o mesmo fôlego com o Ethereum.
Esta foi a maior compra semanal da empresa em 2026, culminando em uma sequência de quatro meses de aceleração. Em janeiro, as compras semanais giravam em torno de US$ 76 milhões, mostrando um crescimento agressivo na estratégia.
O plano de Tom Lee e o staking bilionário
Com esse novo aporte, a Bitmine agora detém mais de 5 milhões de tokens, o equivalente a 4,21% de todo o suprimento circulante de Ether no mundo, o objetivo é claro: dominar a oferta do segundo maior ativo digital.
Tom Lee, que também é estrategista da Fundstrat, acredita que o ativo está deixando para trás um “mini-crypto winter” e que o mercado acionário está formando um fundo, o que favoreceria a valorização das criptomoedas.
A estratégia da empresa não é apenas “comprar e segurar” já que cerca de 73% desses tokens estão em staking, gerando uma receita anualizada de US$ 264 milhões apenas com rendimentos da rede.
Apesar de ter enfrentado pressões em fevereiro, quando acumulou prejuízos não realizados de US$ 8 bilhões, a Bitmine manteve a convicção; com o Ether subindo 22% desde as mínimas do início do ano, o mercado observa o nascimento de um novo gigante.





