Bitcoin fica travado nos US$ 77 mil enquanto Hyperliquid dispara 18%

Bitcoin fica travado nos US$ 77 mil enquanto Hyperliquid dispara 18%

O mercado de criptomoedas opera sem direção definida nesta quinta-feira (21). O Bitcoin se mantém estável na faixa dos US$ 77 mil, equilibrando o otimismo do setor tecnológico com as incertezas macroeconômicas globais.

A maior criptomoeda do mundo registrou uma leve desvalorização de 0,1% nas últimas 24 horas, negociada a US$ 77.200. Em moeda nacional, o ativo estava cotado em R$ 386.247, no mesmo período, o Ethereum recuou 0,2% para US$ 2.120, enquanto o XRP teve queda de 0,1%. Solana e BNB contrariaram o recuo com altas de 1,4% e 1,2%, respectivamente.

Por outro lado, o grande destaque do dia é o token Hyperliquid (HYPE), que saltou 18% em apenas um dia e já acumula ganhos de aproximadamente 50% nesta semana. Esse movimento expressivo foi impulsionado pelo forte interesse dos investidores institucionais.

Na última quarta-feira, os recém-lançados ETFs de HYPE atraíram um recorde de US$ 25,5 milhões em entradas líquidas. O fluxo comprador já vinha em aceleração, com aportes de US$ 11 milhões na terça-feira e US$ 4,4 milhões na segunda-feira, totalizando US$ 54 milhões captados nos últimos sete dias.

O “relógio” do Bitcoin: como os mercados globais influenciam os movimentos do BTC

Cenário macroeconômico e projeções para o preço do Bitcoin

O comportamento lateralizado do Bitcoin e do restante das moedas digitais reflete as tensões no ambiente externo: se por um lado o balanço positivo da Nvidia impulsionou as ações de tecnologia, por outro, o barril do petróleo perto de US$ 105 ainda gera receios inflacionários.

Nos Estados Unidos, os rendimentos dos títulos públicos (yields) subiram discretamente. A última ata do Federal Reserve indicou que as preocupações com a inflação aumentaram, com integrantes cogitando novas elevações nos juros caso os preços continuem pressionados.

De acordo com André Franco, CEO da Boost Research, esse panorama traz forças opostas para o mercado de risco. “O rali das ações de tecnologia, a suspensão da greve na Samsung e a melhora parcial no fluxo pelo Estreito de Ormuz ajudam a recompor o apetite por risco, o que pode dar suporte ao Bitcoin”, avalia.

Contudo, os yields americanos altos e o petróleo persistente limitam um otimismo maior de curto prazo. “No curto prazo, o Bitcoin tende a oscilar entre US$ 76.800 e US$ 79.500, com viés de teste da parte superior caso o rali de tecnologia continue sustentando os mercados globais”, conclui Franco.

Como o fluxo dos ETFs de Bitcoin influencia o mercado