O mercado de criptomoedas acaba de receber um sinal que não aparecia no radar há mais de um ano. O indicador de ciclo Bull-Bear da CryptoQuant ficou verde nesta quarta-feira, marcando a primeira vez que isso acontece desde março de 2023.
Para Julio Moreno, analista da CryptoQuant, essa mudança sugere que a estrutura do mercado de Bitcoin está começando a se recuperar. Segundo ele, o sinal indica que a pior fase da correção ficou para trás e que um novo regime de alta pode estar se formando.
Apesar do otimismo, especialistas pedem cautela, Mati Greenspan, fundador da Quantum Economics, reforça que o indicador não é uma “bola de cristal”, mas sim uma ferramenta que mostra quando o Bitcoin para de se comportar como um ativo de mercado de baixa.
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O histórico do indicador é forte: ele antecipou tendências de alta em 2019 e no início de 2023. No entanto, houve uma falha em março de 2022, quando o sinal deu um “falso positivo” antes de uma queda mais profunda, o que mantém os investidores atentos.
Atualmente, o Bitcoin vive uma verdadeira queda de braço: enquanto os dados técnicos melhoram, o preço ainda enfrenta uma resistência pesada na casa dos US$ 82.000, um teto que tem sido difícil de romper mesmo após a recuperação vinda dos US$ 60.000.
Para que a alta seja confirmada, o Bitcoin precisa vencer o cansaço do mercado e o cenário macroeconômico complexo. Arthur Hayes, fundador da BitMEX, acredita que o fundo do poço já foi atingido e que o próximo grande gatilho será o rompimento dos US$ 90.000.
Segundo Hayes, se o preço ultrapassar essa marca, o rali pode se tornar “explosivo”, buscando a máxima histórica anterior de US$ 126.000. No entanto, isso depende de uma entrada sustentada de liquidez e aceitação do mercado em níveis mais altos.
Por fim, Jason Fernandes, da AdLunam, lembra que métricas como o MVRV e este indicador de ciclo devem ser vistos como molduras de comportamento. Eles ajudam a entender onde o Bitcoin está no ciclo de liquidez, mas não devem ser usados como sinais isolados de compra.
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