O mercado de criptomoedas opera em tom de cautela nesta terça-feira. O Bitcoin hoje registra recuo de 0,8%, negociado na faixa de US$ 62.500, enquanto os investidores recalculam a rota diante da possibilidade de um novo aperto monetário nos Estados Unidos.
Entre as altcoins, o Ethereum segue estável em US$ 1.786, acompanhado pela neutralidade da BNB, enquanto a Solana recua 2,1% e o XRP desvaloriza 1%.
A principal força por trás dessa movimentação é a mudança drástica nas projeções de juros do Federal Reserve (Fed). Probabilidades monitoradas pela Bloomberg apontam que as chances de uma elevação de taxas na reunião deste mês saltaram de meros 10% para cerca de 50%.
O impacto dos dados de inflação no Bitcoin
A virada de sentimento ganhou força após falas do dirigente Christopher Waller sobre a necessidade de conter a inflação. Como reflexo, o rendimento dos títulos públicos de dois anos dos EUA subiu para 4,29%, maior nível desde o início do ano passado.
O cenário macroeconômico global também sofre os impactos da escalada de tensões no Oriente Médio. O presidente dos EUA, Donald Trump, determinou o bloqueio de embarcações do Irã no Estreito de Ormuz e exigiu uma taxa de 20% sobre cargas na região, impulsionando o petróleo WTI para quase US$ 80 o barril.
Neste contexto, o mercado aguarda a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) americano. Analistas projetam que a inflação anual fique abaixo de 4%, sinalizando a primeira desaceleração no índice cheio e no núcleo desde o início do ano.
Contudo, o salto recente no preço dos combustíveis gera o temor de que os dados de inflação venham defasados. Logo após o relatório, os holofotes se voltam ao depoimento do presidente do Fed, Kevin Warsh, no Congresso, cujas sinalizações guiarão o rumo do Bitcoin e demais ativos digitais.



