O Bitcoin encerra o mês de abril em um tom mais defensivo, mas os investidores que olham para o calendário têm motivos para respirar fundo. Historicamente, a performance do Bitcoin em maio tende a ser positiva, sugerindo que o recuo atual pode ser apenas uma pausa antes de um novo salto.
Desde 2013, o mês de maio foi lucrativo para a maior criptomoeda do mundo, com um retorno médio de 8%, a tendência sazonal do Bitcoin em maio é de alta, o que anima quem busca recuperação após a volatilidade de abril, que fechou com ganhos próximos de 10%.
O otimismo é reforçado pelo forte fluxo institucional. Os ETFs de Bitcoin à vista nos EUA atraíram mais de US$ 1,8 bilhão este mês, superando os US$ 1,32 bilhão registrados em março. Além disso, o índice S&P 500 operando perto das máximas históricas serve como um vento favorável para os ativos de risco.
O “balde de água fria” macroeconômico
Nem tudo são flores no gráfico, o mercado de títulos e a perspectiva de juros altos nos Estados Unidos continuam sendo uma pedra no sapato. Segundo Jake Kennis, analista de pesquisa da Nansen: “A incapacidade do Bitcoin de se sustentar acima de US$ 78 mil e o subsequente recuo para os US$ 75 mil sugere que o mercado está digerindo o sinal de ‘juros altos por mais tempo'”.
Sem um novo gatilho de liquidez, o preço pode ficar travado em uma faixa lateral. Outro ponto de atenção sobre o Bitcoin em maio é a tensão geopolítica, como diversos observadores apontaram, incluindo o analista Anas Alhajji, os conflitos no Oriente Médio e interrupções no mercado de energia podem impactar a economia global, trazendo instabilidade para os mercados.
O alerta final vem de Markus Thielen, fundador da 10X Research, ele aponta que o impacto negativo do cenário macro demora a aparecer, mas chega: “Maio é quando o atraso termina e a economia real começa a pagar a conta”. Por isso, embora a história do Bitcoin em maio ajude, a cautela é a palavra de ordem para o investidor.





