Adeus, ‘Sell in May’? Analistas projetam alvo de US$ 85 mil para o Bitcoin se dados de inflação ajudarem

Adeus, ‘Sell in May’? Analistas projetam alvo de US$ 85 mil para o Bitcoin se dados de inflação ajudarem

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por Redação

O Bitcoin costumava ser motivo de cautela no mês de maio para investidores que seguiam o velho ditado de Wall Street: “Sell in May and go away” (Venda em maio e vá embora). No entanto, em 2026, essa tradição parece mais um mito do que uma estratégia lucrativa.

Dados recentes mostram que o S&P 500 fechou o período de maio a outubro no positivo em 25 dos últimos 33 anos. Com o Bitcoin agora totalmente integrado ao sistema financeiro tradicional via ETFs, o comportamento da criptomoeda está mais ligado ao apetite por risco institucional do que a superstições sazonais.

Atualmente, o Bitcoin opera na casa dos US$ 77.000, sustentado por um fluxo líquido acumulado de US$ 58,3 bilhões nos ETFs spot dos EUA. Essa nova “infraestrutura” faz com que o BTC reaja diretamente aos mesmos estímulos que movem as ações americanas.

O calendário macro que vai decidir o jogo

O desempenho do Bitcoin em maio agora depende de uma bateria de dados macroeconômicos que serão divulgados nas próximas semanas. O ponto de partida é a decisão de juros do Federal Reserve e a coletiva de Jerome Powell nesta quarta-feira (29).

Logo em seguida, o mercado receberá dados cruciais de inflação (PCE e CPI) e o relatório de empregos (Payrolls). Segundo analistas, se a inflação vier controlada e o mercado de trabalho esfriar levemente sem sinalizar recessão, o Fed terá espaço para manter uma postura mais suave.

Nesse cenário otimista, o Bitcoin em maio poderia consolidar uma faixa entre US$ 72.000 e US$ 85.000. A entrada constante de capital institucional via fundos como o IBIT da BlackRock serviria como o combustível principal para buscar novas máximas antes do verão no hemisfério norte.

Por outro lado, o risco de “estagflação” ainda assombra o radar. Se a inflação acelerar além das projeções e Powell endurecer o tom, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) devem subir, o que tende a pressionar o Bitcoin de volta para a zona dos US$ 65.000.

O fato é que o “folclore” de vender em maio está perdendo força, o Bitcoin absorveu o capital da Wall Street e, com ele, herdou suas métricas de risco. As próximas seis semanas serão o teste real para saber se o rali das criptomoedas tem fôlego para ignorar o calendário e continuar subindo.