
A Binance avança em uma nova direção estratégica para reduzir sua dependência exclusiva do mercado de criptoativos. A corretora estuda incorporar a negociação de ações internacionais, mirando mercados de peso como Hong Kong, Coreia do Sul, Taiwan e o Brasil.
A movimentação global busca atender diretamente ao feedback de clientes que desejam exposição aos principais papéis estrangeiros. Segundo Richard Teng, co-CEO da empresa, a inclusão de ações internacionais está em fase de análise e reflete o comportamento de usuários que buscam diversificação sem sair da plataforma.
Atualmente, a corretora já disponibiliza ações e ETFs norte-americanos em jurisdições selecionadas. No Brasil, usuários elegíveis já conseguem adquirir mais de 7 mil ativos dos Estados Unidos a partir de 5 dólares, por meio de parcerias com a Sim;paul e a corretora Alpaca, com liquidação realizada em USDC.
Além disso, a Binance lançou em junho os bStocks, representações tokenizadas de ações e ETFs americanos aprovadas no Abu Dhabi Global Market, que já ultrapassaram a marca de 1 bilhão de dólares em ativos em apenas quatro meses de operação.
O impacto da expansão e novos rumos da Binance
Enquanto a plataforma global avalia a chegada de ações internacionais, sua filial americana, a Binance.US, busca levantar até 100 milhões de dólares em uma nova rodada privada de financiamento. A meta é alcançar uma avaliação de mercado próxima a 1 bilhão de dólares.
O valor pretendido representa uma queda de cerca de 78% em comparação com a rodada de 2022, quando a empresa foi avaliada em 4,5 bilhões de dólares. A contração reflete os impactos das penalidades aplicadas por autoridades dos Estados Unidos em 2023, que exigiram acordos multibilionários e mudanças na governança da companhia.
Com essas frentes paralelas, tanto a matriz quanto a filial americana demonstram o objetivo comum de transformar exchanges de criptomoedas em infraestruturas financeiras completas. A união de criptoativos, ações e derivativos busca proteger os negócios contra os ciclos de baixa e a volatilidade do setor.







